Mostrando postagens com marcador Tv. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tv. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, outubro 21, 2011

Crianças de até dois anos são as mais prejudicadas com a TV

Desde que a televisão virou o protagonista das salas de estar do mundo inteiro, há crianças pequenas que deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela. Um grupo de pediatras americanos alerta: isso pode ser muito nocivo para os pequenos. O foco da pesquisa é em crianças abaixo de dois anos, ou seja, a primeira infância. Nos Estados Unidos, isso tem se mostrado um problema alarmante. Dentre as crianças americanas de até dois anos de idade, 90% já têm o hábito de assistir alguma mídia, dentre as quais a televisão ainda reina. Um terço das crianças de até três anos já dispõem de uma TV no próprio quarto. Quem fez essa pesquisa foi a Academia de Pediatria dos EUA. Logo de início, a instituição já declara algo para fazer os pais pensarem: existe a ideia de que os programas de TV infantis auxiliam no aprendizado das crianças, mesmo tão jovens, mas eles garantem que isso jamais foi comprovado totalmente.
 
Os médicos vão ainda mais longe, afirmando que a simples existência da TV na sala ou no quarto já pode ser um problema. Isso acontece, basicamente, porque o aparelho de TV distrai a atenção total da criança de brincadeiras mais lúdicas e saudáveis. Além disso, pode distrair os próprios pais nos momentos em que brincam com os filhos, o que evita que haja interação total entre o adulto e a criança.
 
Os estudos na área, em geral, apresentam resultados variados. Já houve pesquisas que enaltecem alguns benefícios da televisão a crianças, nas quais se afirma que a telinha pode desenvolver a linguagem e as habilidades sociais dos pequenos.

Os pediatras dos EUA não negam isso, mas dizem que o benefício não se aplica a crianças tão novas. Segundo eles, é preciso que a criança preste atenção e entenda pelo menos a maior parte do que acontece na tela para que realmente haja melhora nesses indicadores. E isso, segundo eles, é uma impossibilidade antes de a criança completar dois anos. Isso ficou comprovado em outra pesquisa, na qual as crianças abaixo de dois anos assistiam a um programa mesmo que passasse de trás para frente, e apenas as mais velhas notavam que havia algo errado.

A receita para minimizar os problemas é clássica: os pais devem impor limites. Em atitudes simples, como desligar a TV se ninguém estiver assistindo, já se consegue um ganho em relação a isso. Para os pais participarem mais da educação de crianças pequenas, devem dar preferência a jogos recomendados por pedagogos, e direcionados para a idade da criança.

(Hypescience)

terça-feira, outubro 26, 2010

Diante do trono e da mídia

Diante do Faustão, o Diante do Trono me pareceu diferente. As músicas encolheram, ninguém falou em línguas, não teve "unção do Leão". Foi uma dica dos produtores do programa, da gravadora, foi uma percepção de Ana Paula Valadão?

Ana Paula é uma cantora carismática (em mais de um sentido). Quando respondia às perguntas do Faustão com aquela vozinha meiga nem parecia a pastora que adentra o terreno do êxtase com a mesma facilidade com que sai dele. Talvez por isso haja a crítica às performances teatralizadas da cantora. Quem não se entrega aos seus arroubos emocionados, acaba achando que ali tem muito teatro. Seria uma espécie de encenação da contrição. Olhos fechados, voz chorosa, gestos dramáticos: os DVDs do Diante do Trono estão repletos de cenas assim.

Por que no Domingão do Faustão isso não aconteceu? Por que a cantora não irrompeu no "falar em línguas"? Seria para não espantar os telespectadores não-evangélicos (ou mesmo parte dos evangélicos)? Ou o tempo no programa foi curto?

Quem estava acostumado a ouvir as longas repetições das canções do Diante do Trono viu na TV algo do tipo "Querida, encolhi as canções". O grupo esteve 15 minutos ao vivo no Faustão. Como esse é o tempo que eles levam pra terminar uma só música, certamente tiveram que encolher as canções.
Sem as repetições, as músicas ficaram mais agradáveis. Particularmente, não sou apreciador do estilo do Diante do Trono. Não por causa das letras simples. "Deus é tão bom" é pequena e simples e é bonita. Apenas aprecio outro tipo de música cristã, dou valor a outros quesitos musicais e teológicos. Embora isso não faça de mim um cristão mais justo do que aquele que esteve na multidão em Barretos para a gravação do dvd do Diante do Trono.

Não há problema algum em cantores cristãos irem aos programas da TV secular. Tem que ir mesmo e estar pronto para falar e cantar. E Ana Paula Valadão esteve contida, com uma expressão simpática, falando sobre seu ministério religioso-musical. Mas a proposta de atingir o maior número de pessoas (o que é bom) levou a cantora a dizer que existe uma igreja para cada tipo de comportamento que se quer manter (o que é ruim). O cristianismo fica parecendo uma vitrine self-service: o cardápio doutrinário fica a gosto do freguês, digo, fiel. E se não agradar, abra-se outro restaurante, digo, igreja. Depois, ela acabou chamando os "adoradores apaixonados" de "fãs". Fecha-se o elo: o fiel se transforma em fã porque trata seu irmão como um ídolo. E vice-versa.

No entanto, a novidade é a senhora da indústria do entretenimento. O que hoje é fashion amanhã acordará obsoleto. Até outro dia era o Padre Marcelo Rossi e sua "aeróbica do Senhor", lembra? Agora é Aline Barros e Diante do Trono. Daqui a cinco, dez anos serão outros. A fila anda.

Que ninguém se iluda de que a grande mídia está abrindo as portas diretamente para o evangelho. Dick Asher, executivo da CBS, disse certa vez: "Não vou fingir que estamos aqui por alguma explosão de fé religiosa. Estamos aqui pelo potencial de vender discos no mercado gospel". As redes de TV "abrem as portas" pelo mesmo motivo. Então, que os cristãos possam ter sabedoria para falar da sua fé e para cantar do Verbo sem se deixar encantar pelas verbas.
Fonte: Notanapauta