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sábado, fevereiro 11, 2017

Jesus, o “unigênito Filho de Deus” – Gerado ou Eterno?


A palavra “unigénito” (monogenês), quando aplicada a Cristo, destaca Sua singularidade – Ele é o único através do qual podemos obter vida eterna.


As Escrituras falam de Jesus como sendo eterno (Jo 1:1; Hb 1:8,10-12, etc). No entanto, deparamo-nos com passagens onde Jesus é chamado de “unigênito” (por exemplo, Jo 3:16), palavra que vem do latim ”unigenitus” cujo significado é “único gerado por seus pais, filho único”.1 Mas, se Jesus é eterno, como pode ter sido “gerado”?
As línguas bíblicas são de muito auxílio para uma boa interpretação dos textos bíblicos. Nesse sentido, um estudo do significado da palavra grega monogenês nos ajuda a compreender melhor a Pessoa do Filho em Sua relação com o Pai e a humanidade.

A palavra grega monogenês é composta de duas outras: monos, que significa “único” “só” “sozinho” “sem igual”2 e genos, cujo significado é “espécie” “gênero” “classe”3 Sua melhor tradução seria, então, “único” “único de sua espécie” “único de seu gênero”4.

A palavra monogenês tem sua correspondente na palavra hebraica yachíd , cuja tradução é “único” “precioso” como era o caso de Isaque (Gn22:2,12,16). Ele era “único”, no sentido de ser o único filho da promessa, e não no sentido de ser o único filho gerado por Abraão.5 Talvez a melhor tradução da palavra [monogenês] seja ”único” no sentido de “sem igual”.6

“Monogenês, único! é achado como título cristológico somente em João. Monogenês se emprega para destacar Jesus de modo sem igual, acima de todos os seres terrestres e celestiais.”7 Jerônimo empregou “unigenitus” na Vulgata, para combater a alegação ariana de que Jesus teria sido feito pelo Pai. Ao dizer que Jesus era “unigenitus” (“único gerado”), queria dizer que o Filho procede do Pai e que tem a mesma natureza divina do Pai, mas não foi feito 8, como é o caso das demais criaturas. “Jesus como monogenês é Aquele que pode dizer ‘Eu e o Pai somos um’” (Jo 10:30).9

Monogenês – [...] se traduz corretamente como “único” “único de seu gênero” [...] Monogenês se refere à posição (único em seu gênero). [...] Assim também com respeito aos cinco textos de João que se referem a Cristo, a tradução deveria ser uma das seguintes: “único” “precioso” “exclusivo” “incomparável” “o único de sua classe”; porém não “unigénito” que se originou com os primeiros pais da Igreja Católica e entrou nas primeiras traduções da Bíblia devido à influência da Vulgata Latina, texto oficial da Bíblia para a Igreja Católica. Refletindo com exatidão o grego, vários manuscritos redigidos em latim antigo, anteriores à Vulgata, dizem ”único” e não “unigénito”10

O vocábulo monogenês aparece nove vezes em o Novo Testamento11, três vezes no Evangelho de Lucas, cinco no Evangelho de João e uma vez no livro de Hebreus.

No Pvangelho de Lucas, monogenês não tem conotação teológica ou cristológica, mas se refere a filhos únicos de seus pais: o filho único de uma viúva de Naim (Lc 7:12), a filha única de Jairo (8:42), e o filho único de certo homem que rogou a Jesus que expulsasse o demônio de seu filho (9:38).

Já em Hebreus (11:17) o vocábulo monogenês é empregado para se referir a Isaque – filho único de Abraão e Sara (pois esse patriarca tinha outros filhos: Ismael, de sua escrava Hagar, cf. Gn 16:15; mais seis filhos, de sua esposa Quetura, cf. Gn 25:1, 2; além de outros filhos, de várias concubinas, cf. Gn 25:6). Pode-se também aplicar o termo monogenês a Isaque no sentido de que ele era o único filho da promessa.12

João é o único que aplica o termo monogenês como título cristológico, e o faz em todas as cinco vezes onde 0 termo aparece em seus escritos (4 vezes em seu Pvangelho e 1 vez em 1 Jo 4:9). João faz uso desse vocábulo para enfatizar a natureza ímpar, sem igual, de Jesus Cristo. Analisemos, mais detidamente, as passagens joaninas onde ele emprega o vocábulo monogenês:

João 1:14: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigénito do Pai.” Nesse texto, aparecem dois títulos dados ao Filho: Ele é o Verbo [lógos] ou a Palavra divina, o Criador, Aquele que ”estava com Deus” quando tudo foi criado, e “era Deus” (Jo 1:1-3). Além de Criador, Ele é também o Filho único de Deus, único de Sua espécie, pois é Deus pleno e homem pleno. Ele é o homem lesus Cristo, mas também é “Emanuel” – “Deus conosco” (Mt 1:23). “Quando João fala do Filho de Deus, ele tem primeiramente a idéia de que o homem Jesus Cristo não é exclusivamente homem, mas também o exaltado e pré-existente Senhor.”13 Assim, tendo em vista a argumentação no início deste artigo quanto ao significado de monogenês, poderia se traduzir esse termo como ”único”: “E vimos a Sua glória, glória como do [Filho] único do Pai.”

João 1:18: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem O revelou.” A expressão “Deus unigênito” (seria mais bem traduzida para “Deus único”) aparece em alguns manuscritos.14 Outros, no entanto, em vez de ”Deus único” trazem “o Filho único”15 Aqueles manuscritos que trazem ”Deus único” contribuem com uma afirmação adicional quanto à divindade do Verbo.16 Os que apresentam a expressão “o Filho único” destacam o relacionamento de Jesus com o Pai. ”Como Filho único Jesus está em íntima comunhão com Deus. Não há outro com o qual Deus possa ter semelhante relacionamento. Ele compartilha cada coisa com Seu Filho. Por essa razão, Jesus pode revelar Deus, não por ouvir dizer, mas por causa de Sua incomparável proximidade de relacionamento com Ele [o Pai] .”17

João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Essa passagem pode ser considerada o resumo do Evangelho, e até da Bíblia. Como vimos, “unigênito” deveria ter sido traduzido por ”único” O emprego de monogenês, neste verso, segue a idéia joanina de enfatizar a forma particular de comunhão que o Filho tem com o Pai, como nenhum outro ser o tem. Cristo não é Filho de Deus por Seu nascimento natural (Encarnação), pois Seu relacionamento com o Pai antecede a esse acontecimento. Tal relacionamento é eterno. Assim, o fato de Deus dar Seu único Filho realça a profundidade de Seu amor pela humanidade.18 Ele deu o que de mais precioso poderia ser dado.

João 3:18: “Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus.” Mais uma passagem de João, onde ele enfatiza a natureza ímpar de Jesus como o Filho de Deus.19 Só pode haver salvação se houver a aceitação do Filho único de Deus, “o qual, devido à Sua natureza sem par, é o único salvador dos homens.”20 Essa passagem de João ecoa as palavras de Pedro: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

1 João 4:9: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dEle.” Mais uma vez o vocábulo monogenês é empregado por João para destacar a natureza sem igual de Jesus Cristo, sem qualquer ênfase na idéia de geração. “Ele é o único Salvador e Mediador. O Filho de Deus é declarado unigênito, ‘termo que fala sobre ’relacionamento’ e não sobre origem.. Tal relacionamento é eterno.”21

Em conclusão ao estudo da palavra monogenês no Novo Testamento, pode-se ver que, nas passagens referentes a Cristo, ela é empregada pelo apóstolo João para destacar Sua singularidade, Jesus é o Único que é Deus pleno e homem pleno, o Único através do qual podemos obter vida eterna, o Único que tem poder absoluto sobre a morte, pois a venceu, ao ressurgir dos mortos pela vida que havia em Si mesmo (Jo 10:17 e 18; 11:25).

Referências:

1. Novo Dicionário Aurélio da Língua Poituguesa, p. 2020.
2. BARTELS, K. H, in: COENEN, L. & BROWN, C. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, v. 2. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2564.
3. NICHOL, F. D, ed. Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 5. Boise: Publicaciones lnteramerianas, 1987, p. 880.
4. Angel Manuel Rodriguez chama a atenção para o fato de genos estar relacionado ao verbo ginomai (nascer, ser feito, tornar-se), e assim o vocábulo monogenès poderia também significar “único gerado”. Contudo, afirma ainda Rodriguez, que “há evidência lingüística indicando que no tempo do Novo testamento a idéia de derivação ou nascimento estava separada do substantivo verbal genos”. Assim, seria melhor não dar demasiada ênfase na etimologia de monogenês, mas na maneira como os autores o empregam. (R0DRÍGUEZ, M. A. “Christ as Monogenês: Proper Translation and Theological Significance”, Reflections – A BRI Newsletter, January, 2007, p. 6).
5. WRIGHT, J, in: COENEN, L. & BROWN, Dicionário lntemacional de Teologia do Movo Testamento, v. 2, op. cit, p. 565.
6. Ibid.
7. BARTELS, K, in: Ibid, p. 25 65.
8. Quisesse um escritor bíblico dizer que Jesus foi “gerado” no sentido de”ter sido feito” ou “concebido”pelo Pai teria empregado monogênnetos e não monogenês (cf. MOULTON e MILLIGAN, citado por APOLINÁRIO, P. As Testemunhas de Jeová e sua Interpretação da Bíblia,4. ed. São Paulo: Instituto Adventista de Ensino, 1986, p. 147).
9. Ibid, p. 2566.
10. NICH0L, F.D., ed. Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia,v.5. Boise: Publicaciones Interamericanas, 1987, p. 880.
11. As citações são da Versão Almeida Revista e Atualizada no Brasil, edição de 1993.
12. WRIGHT, J., in: COENEN, L & BR0WN, Dicionário Internacional  do Novo Testamento, v. 2, op. cit, p. 565.
13. KITTEL, G., Theological Dictionary of the New Testament, v. 4. Grand Rapids: Eerdmans Printing Company, 2006, p. 741.
14.
15.
16. WRIGHT, J, in: COENEN, L. & BROWN, C. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, v. 2, op. cit, p. 570.
17. KITTEL, G., ed. Theologial Dictionary of the New Testament, v. 4, op. cit., p. 740.
18. CHAMPLIN, R.N.O Novo Testamento lnterpretado, v. 2. São Paulo: Candeia, 1995, p. 312.
19. Ibid, p. 313.
20. Ibid.
21.lbid,v.6,p.278.

Texto de autoria de Ozeas C. Moura,Th . D., editor na Casa Publicadora Brasileira. Publicado na Revista Adventista de Janeiro/2008.

sábado, dezembro 10, 2016

De quando Jesus me pareceu ‘bem mal-educado’


Jesus parece ter sido bem arrogante e mal-educado com sua mãe quando ela o procurou para resolver um problema familiar. Qual é o contexto desse texto na época que ele ocorreu? É possível entender de outra maneira que não seja olhar para Jesus com uma cara feia pela atitude dele para com sua mãe? Em alguns parágrafos vou te dar uma ideia do que aconteceu naquele dia.
Maria e Jesus foram convidados para um casamento em Caná da Galileia, provavelmente de algum parente deles[1]. Jesus levou também seus discípulos, segundo a bíblia, eles também foram convidados[2]. Maria era uma das organizadoras da festa, caso contrário, ela não teria tentado resolver o problema da falta de vinho e nem teria dado ordens aos servos para obedecerem a Jesus[3].
O casamento naquela época era algo muito importante e considerado um momento de mostrar a classe social da família envolvida. Geralmente durava uma semana, as vezes duas[4]. E faltar alimento ou algum tipo de bebida era sinal de pobreza ou má administração. O noivo era quem arcava com as despesas[5] e os familiares da noiva poderiam até processá-lo caso faltasse os suplementos naquela semana. Além de ser uma vergonha irreparável para os envolvidos[6].
E é exatamente isso que acontece. Maria, acredito eu, tinha vínculos familiares com o noivo[7], e ficou muito preocupada com a situação. Como uma das administradoras da festa,[8] tenta achar uma solução para o problema. Foi neste momento que ela recorre a Jesus. O texto bíblico diz que ela se aproxima de Jesus e diz: “eles não têm mais vinho”[9]. Com essa simples frase ele entende todo o problema. Ele sabia da vergonha da família e do problema social que perduraria por anos. Mas a sua resposta parece ignorar tudo isso e, inclusive, parece ser muito rude com sua mãe. “Que tenho eu contigo, mulher?”[10]
Jesus não havia operado nenhum milagre ainda até aquele momento. Por que Maria, então, recorre para Jesus resolver o problema? Primeiro porque não existe somente uma forma de resolver um problema. E a falta de vinho poderia ser resolvido de várias maneiras, como comprando na venda mais próxima ou até emprestando de uma outra família vizinha. O fato é que Maria estava acostumada a recorrer a Jesus para buscar ajuda.
A tradição diz que José, seu pai, havia morrido e Maria já estava viúva há muito tempo. Jesus era o filho mais velho e o responsável por ela e todos os outros irmãos mais novos[11]. Ele tinha a responsabilidade para com sua família. E Maria deve ter recorrido a ele muitas vezes para a solução dos seus problemas. Sem usar a sua divindade ele deve ter buscado solução toda vez que sua família precisou. Agora, sua mãe, recorre mais uma vez ao seu filho mais velho na esperança que ele tenha uma solução.
Mas nesse momento Jesus já está entrando em outro estágio de sua vida. Já está ao redor dele cinco dos seus doze discípulos[12]. Ele começa a entrar em cena como o Messias e começa a trabalhar como o salvador do mundo e não apenas mais como o provedor de sua família. Os discípulos e sua mãe precisam entender que ele não é apenas um homem com boas ideias, mas é o filho de Deus[13].
Por isso veio a resposta, “Que tenho eu contigo, mulher?” Duas coisas temos que entender dessa frase. Primeiro que, para nossa mentalidade ocidental parece falta de educação dizer algo dessa maneira, mas não é rude no contexto da língua aramaica ou grega e nem na cultura da época[14].
Maria aparece duas vezes no evangelho de João, aqui e na hora da morte de Cristo. E as duas vezes Jesus a chama de mulher. Antes de morrer ele passa a responsabilidade para João o cuidado de sua mãe. Essa parte do texto “mulher” poderia ser traduzido para a nossa mentalidade como “querida mulher”, como a NVI o faz, ou até como “mãe” (o que tenho haver com isso, mãe?).
Em segundo lugar tem que ver com a messianidade de Jesus. A partir desse dia ele declara publicamente quem ele realmente é[15]. Ele já não trata aquela mulher como sua mãe, mas como uma de suas criaturas. E ela, por ser a pessoa que o gerou, já não tem mais privilégio especiais por isso. Jesus não se deixa levar por pessoas que tem um contato mais próximo com ele. Não tem partidarismo ou favoritismo. E Maria também tem que entender que ela não tem preferência por ter sido a mãe do Messias aqui na terra[16]. Ele trata a todos iguais. Ele tenta mostrar para Maria e os discípulos que ele já não é o filho dela, mas o Messias esperado.
Ele tem o poder de resolver a situação, mas o tratamento dele seria igual para todos. Ela entendeu a situação e não achou rude a sua resposta. Sabia que, daquele momento em diante, teria que ter fé e não mais afinidade com ele. E foi isso que ela fez. Pela fé, disse aos servos que o obedecessem em tudo, e o primeiro milagre aconteceu.
Se fizéssemos uma tradução interpretativa do texto seria mais ou menos assim:
  1. Jesus, meu filho, preciso que nos ajude com um problema aqui. Acabou o vinho da festa e não sei o que fazer para conseguir mais vinho. Pode nos ajudar? Será que tem onde comprarmos por aqui perto?
  2. Mãe, a partir de hoje você tem que entender que eu já não sou simplesmente seu filho. Comecei meu ministério publicamente como Messias, o filho de Deus. E você será tratada como uma de minhas criaturas e não tem mais o privilégio de ficar pedindo coisas particulares de sua vida só porque é minha mãe. Entendeu?
  3. Ok, eu entendo, Senhor meu e meu Deus. Então disse aos servos: Servos, vocês não entendem tudo ainda, mas Ele é Deus e pode qualquer coisa, por isso o obedeçam em tudo o que ele vos disser.
[1] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[2] João 2:2

[3] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[4] Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 154). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

Tob 8:19; 11:18

Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[5] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[6] Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 154). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[7] Acredito nisso pelo fato dela se preocupar em resolver a situação, parece que ela estava sentindo a dor deles em ter a falta de vinho.

[8] Como ela tenta resolver a situação e dá ordens aos servos, parece que ela tinha um cargo administrativo na festa.

[9] João 2:3

[10] João 2:4

[11] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 171). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

Na cruz ele faz provisão para o futuro de sua mãe. (19:25–27)

Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 154). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

[12] André, Pedro, Filipe, Natanael e provavelmente João. Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 169). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[13] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 171). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[14] Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 155). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

[15] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 171). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 156). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

[16] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 171). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans. 
Por Rodrigo Bertotti

sábado, fevereiro 16, 2013

Cristo, a palavra eterna


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. João 1:1-3.
Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai — um em natureza, caráter, propósito — o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. “O Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6. Suas “origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Miquéias 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: “O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos e antes de Suas obras mais antigas. … Quando compunha os fundamentos da Terra, então, Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo”. Provérbios 8:22-30.
Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres celestiais. “NEle foram criadas todas as coisas, … sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele.” Colossences 1:16. Os anjos são ministros de Deus, radiantes pela luz que sempre flui de Sua presença, e rápidos no vôo para executarem Sua vontade. Mas o Filho, o Ungido de Deus, “a expressa imagem de Sua pessoa”, o “resplendor da Sua glória”, “sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder”, (Hebreus 1:3) tem a supremacia sobre todos eles. “Um trono de glória, posto bem alto desde o princípio”, (Jeremias 17:12) foi o lugar de Seu santuário; “cetro de eqüidade é o cetro do Teu reino.” Hebreus 1:8.
Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus.
O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito.
Há luz e glória na verdade de que Cristo era um com o Pai antes de terem sido lançados os fundamentos do mundo. … Esta verdade, infinitamente misteriosa em si, explica outros mistérios e verdades de outro modo inexplicáveis, ao mesmo tempo que se reveste de luz inacessível e incompreensível.
Ellen G. White, para Conhecê-lo, pág. 06.
Via Sétimo Dia

quarta-feira, dezembro 19, 2012

A Superdona da verdade


A revista Superinteressante, ao longo dos anos e cada vez mais distante de sua proposta original, se tornou extremamente previsível e redundante. Tanto é assim que, quase sempre nos meses de dezembro, os editores dela dão um jeito de publicar alguma coisa sobre Jesus, desde que seja algo sensacionalista e contrário ao que dizem os Evangelhos. O título da matéria de capa deste mês é autoexplicativo e típico: “Jesus, a verdade por trás do mito”. É a mesma ideia de sempre: o relato evangélico sobre Jesus é mitológico, mas a Superinteressante, com base em duas ou três fontes (sempre liberais ou simplesmente descrentes), tem a verdade. É a Superdona da verdade.

Segundo a reportagem, “é consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu mesmo em Nazaré”. Então citam John Dominic Crossan, para quem “tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que ele é o ‘novo rei Davi’”.

E a revista prossegue em sua tentativa de desconstrução da história: “O motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém não existiu. O governo de Augusto é extremamente bem documentado. E não há registro de censo nenhum. Menos ainda um em que as pessoas teriam que ‘voltar à cidade de seus ancestrais’.” “Isso não é verdade", afirma o teólogo e doutorando em arqueologia pela USP, Rodrigo Silva. "Os especialistas sabem comumente que a Biblioteca Nacional de Londres guarda vários desses censos romanos que ocorriam em ciclos de 14 em 14 anos. Alguns deles, como, por exemplo, o Papiro Oxyrynchus 225, datado do tempo de Tibério, mencionam a necessidade de cada cidadão voltar à sua aldeia natal durante o processo do recenseamento." 

Mas o fato é que, quando o assunto é a pessoa de Jesus Cristo, mesmo entre os incrédulos a resposta não é clara. “Existem aqueles que defendem a ideia do Jesus mito, dizendo que ele não foi nada além do que um plágio de divindades egípcias, gregas, romanas e do hinduísmo”, explica o pastor e teólogo Luiz Gustavo Assis, de Porto Alegre, RS. Alguns ateus militantes são taxativos em dizer que Jesus jamais existiu, e quase num malabarismo lógico (ou ilógico) tentam descartar as mais de dez referências extrabíblicas que O mencionam. Mais recentemente, o agnóstico Bart Ehrman lançou o livro Did Jesus Exist? The Historical Argument for Jesus of Nazareth(HarperOne, 2012), no qual ele curiosamente defende a historicidade do carpinteiro de Nazaré! “Afinal, quem está com a razão?”, pergunta Luiz.

Entre uma e outra crítica, existem uns poucos fatos bem conhecidos na matéria da Super. Por exemplo: “Outro consenso é o de que Jesus nasceu ‘antes de Cristo’. A fonte aí é a própria Bíblia [note como, de repente, numa crise de “bipolaridade jornalística”, a Bíblia passa a ser aceita como fonte histórica]. Mateus e Lucas dizem que Ele veio ao mundo durante o reinado de Herodes, o Grande (não confundir com Herodes Antipas, seu filho, o soberano da Galileia durante a fase adulta de Jesus). Bom, como esse reinado terminou em 4 a.C., Ele não pode ter nascido depois disso. E sobre o dia do nascimento a Bíblia é clara: não diz nada.” Curiosamente,Superinteressante escolhe os textos bíblicos que devem ser claros e confiáveis e descarta os que não quer que sejam confiáveis. Tanto é que, quando trata dos “reis magos”, sentencia: “Essa é uma história típica da mitologia em torno de Jesus.”

No quarto tópico tratado pela matéria sob o intertítulo “Jesus era só um entre vários profetas”, há a sugestão de que Jesus Cristo teria sido apenas um profeta. O especialista consultado é Chevitarese, para quem João Batista seria um “concorrente” de Cristo: “Ele não se ajoelharia na frente de Jesus e diria que não é digno de amarrar a sandália dele, como está nos evangelhos”, diz Chevitarese. E mais uma vez ficamos confusos: Superinteressante aceita ou não o relato dos Evangelhos?

Mais: não é possível aceitar que Jesus fosse apenas um profeta. Nenhum profeta bíblico jamais assumiu prerrogativas divinas como a de perdoar pecados e se dizer Deus. Conforme lembra Luiz Gustavo, no Antigo Testamento, o verbo hebraico salah (perdoar) só ocorre tendo Deus como sujeito. “Quando Jesus utilizou esse verbo, estava deixando bem explícito como Ele via a Si mesmo”, diz o teólogo. Jesus fez isso mais de uma vez, tanto é que quase foi apedrejado por blasfêmia. Fosse apenas humano e teria sido mesmo uma blasfêmia. Fosse apenas humano e não teria aceitado a declaração de Tomé: “Meu Senhor e meu Deus.” Se Jesus fosse apenas humano, jamais teria sido aceito como profeta, apenas. Ou seria um lunático ou um impostor. Não profeta.

O tópico 5 vai mais longe ao afirmar que Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos. “Ninguém sabe quem escreveu os livros”, afirma a revista. Falso. Os chamados pais da igreja, ou seja, a geração seguinte de líderes que sucedeu os apóstolos, citaram vários textos dos Evangelhos, e os atribuem unânime e inegavelmente aos mesmos autores que temos hoje, a saber, Mateus, Marcos, Lucas e João. "Nenhum autor antigo nega qualquer dessas autorias ou apresenta autorias alternativas para os evangelhos", diz Rodrigo.

Outra “verdade” da Super: “O mais provável é que comunidades cristãs tenham encomendado esses trabalhos [os Evangelhos] – e ditado aos escribas as histórias que conhecemos hoje.” Por quê? Porque, segundo a revista, os discípulos seriam analfabetos. Contraditoriamente, a mesma matéria informa que Mateus era cobrador de impostos e que Lucas era médico. Seriam mesmo analfabetos? De acordo com o especialista em Novo Testamento Ben Whiterington III, do Asbury Theological Seminary, nos EUA, a palavra grega agrammatos, utilizada em Atos 4:13 referindo-se aos discípulos de Cristo, tem o significado de não ser treinado nas leis rabínicas e não significa ausência de instrução. (Certa ocasião, a revista Galileutambém afirmou que Jesus seria iletrado, esquecendo-se completamente da cena em que Ele escreve no piso do templo.)

“Dos evangelhos, o primeiro a ser escrito foi aquele que hoje [não apenashoje, mas desde sempre] é atribuído a Marcos, quase 40 anos após a morte de Jesus”, afirma a matéria, se esquecendo de que uma fonte tão recente assim em relação aos fatos ocorridos seria facilmente refutada pelas testemunhas oculares ainda vivas na época. Segundo Luiz Gustavo, atualmente existe acalorada discussão envolvendo um fragmento descoberto entre os Manuscritos do Mar Morto, na Jordânia, e o Evangelho de Marcos. Trata-se do documento 7Q5, que muito provavelmente seja o manuscrito mais antigo desse evangelho, de acordo com o falecido papirologista espanhol e teólogo Josep O’Callaghan. “É bom lembrar que a comunidade de Qumran foi destruída antes do ano 70 d.C., e na biblioteca deles já havia um exemplar do Evangelho de Marcos. Sem dúvida, ele deve ter sido escrito antes dessa data”, conclui Luiz. Os textos de Paulo são ainda mais próximos do tempo de Jesus. Um exemplo disso é 1 Coríntios 15:3-7. Trata-se de um antigo credo cristão que Paulo estava citando para os fiéis de Corinto. Existem várias palavras e expressões nesses versos que jamais foram utilizadas por ele em outras passagens, demonstrando que ele estava citando algo. Não só isso, mas os verbos “entregar” e “receber” eram termos técnicos utilizados no meio rabínico para transmitir tradições orais.

As fortes tendências semíticas nesses textos demonstram que esse credo surgiu na região de Jerusalém e Paulo deve ter tido contato com ele em algum momento depois de sua conversão, em 34 d.C., poucos anos após os ministério de Jesus, que se encerrou em 31 d.C. “Em outras palavras”, explica Luiz, “o que temos em 1 Coríntios 15:3-7 é um credo cristão falando da morte, sepultamento, ressurreição e das aparições de Jesus, elaborado pouco tempo depois desses eventos, e que facilmente poderia ser desmentido.”

Na contramão da Super, a jornalista Isabela Boscov, na revista Veja do dia 15 de dezembro de 2004, escreveu: “As fontes mais aceitas sobre a trajetória de Jesus – os evangelhos sinópticos, de Mateus, Lucas e Marcos – são consistentes com o que se sabe sobre a Palestina do século I, de forma que a chance de serem fruto da imaginação de seus autores é desprezível.”

Sir William Ramsey, célebre historiador do século 19, esforçou-se por demonstrar que o relato de Lucas estaria cheia de erros. Entretanto, após um longo período de sistemáticos estudos ele reconsiderou sua posição dizendo: “A história de Lucas é insuperável quanto a sua fidedignidade” (The Bearing of Recent Discoveries on the Trustworthiness of the New Testament[Grand Rapids: Baker], p. 81). Mas a Superdona da verdade consulta esse tipo de fonte? Não, nunca.

A revista não ia perder a chance de colocar o dedo na polêmica em torno dasuposta esposa de Jesus: ao falar a respeito dos “evangelhos apócrifos”, informa que “um deles é aquele descoberto recentemente e que ficou famoso por dizer que Jesus era casado”. Trata-se de um fragmento de papiro em que se lê: “Minha esposa [...].” O resto está cortado. “O manuscrito é dos anos 300 d.C. Bem mais recente que os evangelhos do Novo Testamento”, portanto, muito menos confiável que os manuscritos bíblicos. Mas o pior vem a seguir: “O que ele [o fragmento egípcio com texto incompleto e cortado] significa? Que alguma comunidade cristã daquela época acreditava que Jesus era casado.” Isso é interpretação mirabolante de quem não estuda a Bíblia. Ainda que acreditássemos na autenticidade do papiro, o fragmento de frase “Minha esposa [...]” poderia significar muitas coisas, inclusive uma menção à igreja, representada no Apocalipse (e em outros livros bíblicos) como a “esposa do Cordeiro”.

Além de também tentar redimir o traidor Judas (tópico 6) (leia sobre issoaqui, aqui e aqui), no tópico 7, a revista vai mais longe: procura reinterpretar as palavras de Jesus (registradas nos evangelhos que ela não aceita, relembre-se). “O reino de Deus ou Reino dos Céus) que Jesus pregava iria acontecer aqui na Terra mesmo [...] Jesus chega a afirmar que o Reino de Deus já chegou”, diz o texto, numa clara tentativa de sugerir que Jesus não Se refere ao fim do mundo. Que falta faz a boa teologia!Superinteressante deveria fazer o dever de casa e perguntar a alguns bons teólogos por que Jesus Se referia ao reino de Deus no futuro e no presente. Algum desses estudiosos poderia explicar que Jesus faz menção ao reino da graça (presente) e ao reino da glória (futuro). Como Rei dos reis, onde Jesus está, ali está o reino dos Céus. Portanto, o reino já estava de fato entre as pessoas do século 1, e também pode estar com qualquer um que convide Jesus para morar em seu coração, em sua vida. Mas o aspecto glorioso desse reino de fato está no futuro, quando Jesus voltar à Terra para resgatar aqueles que aceitaram o reino da graça. Simples assim. Não tem nada de oportunismo, como Superinteressante sugere, como se Jesus, ao ver que Sua pregação apocalíptica não se cumpria, teria se saído com esta: “Meu reino não é deste mundo.”

O viés da matéria da Superdona da verdade fica ainda mais claro no fim do texto, no “Para saber mais”. São indicados apenas dois livros, de autores que defendem a mesma linha de pensamento: André Chevitarese e Bart Ehrman. Existem vários acadêmicos de respeito que poderiam ser citados como contraponto. O teólogo e filósofo Gary Habermas, da Liberty University, nos EUA (leia entrevista exclusiva com ele na revista Conexão 2.0 de janeiro), e Craig Evans, da Acadia Divinity College, no Canadá. Ambos possuem vários livros publicados sobre Jesus e o surgimento do cristianismo, mas são sempre ignorados em matérias como essa da Super.

Se não consegue sequer fazer bom jornalismo “ouvindo os dois lados”, comoSuperinteressante vai nos fazer crer que é capaz de falar de Jesus com isenção? Bem, o importante é vender revistas e Jesus é um bom “vendedor”. Isso é fato e a Super sabe muito bem.

(Michelson Borges é jornalista e mestre em teologia)

sábado, maio 26, 2012

Permanecer em Cristo


Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. João 15:4.
Como a vara separada, sem folhas e aparentemente sem vida, é enxertada no tronco vivo, e fibra por fibra, veia por veia, sorve a vida e a força da videira até que brota e floresce e dá frutos, assim pode o pecador, pelo arrependimento e a fé, ligar-se a Cristo, tornar-se participante da natureza divina, e produzir em palavras e atos o fruto de uma vida santa.
Jesus “tem vida em Si mesmo”, e esta vida Ele oferece de graça às almas mortas em ofensas e pecados. Sim, Ele partilha com elas Sua pureza, honra e exaltação. … A vara sem seiva, enxertada na videira viva, torna-se parte da videira. Ela vive enquanto estiver unida à videira. Assim vive o cristão pela virtude de sua união com Cristo. O pecaminoso e humano é ligado ao santo e divino. O crente permanece em Cristo, e torna-se um com Ele. Quando as pessoas se acham estreitamente unidas nas relações desta vida, seus gostos se tornam semelhantes, vêm a amar as mesmas coisas. Assim os que permanecem em Cristo amarão aquilo que Ele ama. Hão de acariciar como sagrados os Seus mandamentos, e prestar-lhes obediência.
A vara da videira, nutrida pelo tronco-mãe, torna-se florescente e frutífera. Seus opulentos e fragrantes cachos atestam-lhe a união com a videira viva. Assim o cristão, permanecendo em Jesus, produzirá frutos. No caráter e na vida manifestar-se-ão, como no farto cacho da videira, as preciosas graças do Espírito — amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Decidi ser membros produtivos da Videira viva. O renovo só pode florescer à medida que recebe vida e força do tronco-mãe. Aproveitai, pois, toda oportunidade para vos ligardes mais intimamente a Cristo. É crendo nEle, amando-O, imitando-O e confiando inteiramente nEle, que vos haveis de tornar um com Ele; e por meio de vós Sua vida e caráter se revelarão ao mundo.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 140.
Via Sétimo Dia

quarta-feira, março 21, 2012

Video – Seria Jesus o Messias

Jesus de Nazaré, como bem sabemos é o messias segundo o entendimento do cristianismo.  Aliás esse movimento surgiu entendendo, que em Jesus cumpriram-se as antigas profecias acerca da vinda de um prometido salvador da humanidade, mas os judeus, o próprio grupo étnico a que pertencera Jesus não o aceitou como sendo o esperado messias, o redentor de Israel hoje o assunto do messianismo é um tema controverso entre os próprios seguidores do judaísmo alguns rabinos interpretam que o Messias será uma pessoa real que está por vir outros como sendo  um novo tempo, uma nova era  e alguns chegam a supor que o messias não passa de uma lenda, um mito.


Fonte: Evidências

sábado, dezembro 17, 2011

Natal com Jesus

Vivemos numa sociedade individualista, competitiva, onde estamos sempre a correr para conseguir realizar tudo que nos é exigido, não temos tempo para olhar, sorrir, cumprimentar aos outros ao nosso redor, onde as vezes não conhecemos nossos próprios vizinhos, e não conseguimos perceber quando alguém próximo ou distante necessita de uma simples palavra de conforto. Contudo, há uma data no ano, em que parece que tudo muda, nos tornamos mais sensíveis aos outros, fazemos doações, oferecemos presentes e procuramos contactar com aqueles que há muito tempo já não falamos, este dia é o natal.
O natal é uma data que desperta nas pessoas sentimentos de carinho, devoção, amor, compaixão, solidariedade, altruísmo e esperança. Este dia faz-nos lembrar do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, que foi nosso maior exemplo de amor e altruísmo pela humanidade. Através de Jesus, nós seres humanos pecadores, outrora perdidos pela nossa condição, tivemos uma nova esperança de salvação e de vida eterna. E o que nós cristãos estamos a fazer para demonstrar este Jesus aos outros? Será que neste natal, estamos tão preocupados com os presentes que vamos dar aos nossos queridos, com as roupas que vamos usar, com o cardápio para a ceia, que estamos a esquecer de levar um pouco de esperança aos outros, que estão sedentos para preencherem o vazio que só pode ser curado pelo nosso Senhor e Salvador.
O Natal com Esperança é deixarmos de nos preocupar com coisas temporárias e finitas, e nos centrarmos mais nas necessidades do nosso próximo. Como seria bom se cada um de nós fizesse um compromisso com Deus de entregar revistas, folhetos nas ruas, nos hospitais, nos asilos, de enviar e-mails com mensagens de um Salvador que esta de braços abertos a espera de cada um, porque para Deus todos nós somos importantes e únicos, somos a sua criação. É prazeroso e saudável oferecer e receber presentes, ir as compras, confraternizar com a família, mas não é o mais importante. O que nos faz verdadeiramente felizes é a presença de Jesus em nosso coração, na nossa vida diária, nos nossos lares.
É muito bom que estes sentimentos de amor e solidariedade ao próximo sejam despertados nesta data, no entanto, seria maravilhoso se estes fossem estimulados todos os dias. A nossa sociedade não teria tantos casos de depressão, suicídio, solidão, discriminação, violência e pobreza se fossemos mais abnegados e cumpríssemos o nosso papel como representantes de Cristo de levarmos aos outros a real esperança que é Jesus.
O Natal com Esperança somente será possível se deixarmos que Deus nos oriente acerca do que podemos fazer para minimizarmos a dor e o sofrimento de alguém. O mundo precisa de pessoas, que façam o possível, mesmo que pareça pouco, pelos outros. Pare um pouco, e observe ao seu redor, pode haver alguém muito próximo a precisar da sua ajuda, do seu amor, do seu conforto, do seu sorriso.Com certeza há alguém que necessita ouvir de Jesus. Por isso, faça a sua parte, porque certamente este natal será melhor.

Por Sara Lopes

quinta-feira, dezembro 08, 2011

O Mito do Papai Noel Versus a Realidade de Jesus Cristo

Quando comparamos atentamente o mito do Papai Noel com a história bíblica real de Jesus Cristo, vemos a realidade chocante: que Satanás suplantou Jesus Cristo na vida de muitas pessoas. Antes que você reaja sem pensar, separe alguns minutos para ler esta comparação entre os ensinos bíblicos de Jesus Cristo e os ensinos místicos do Papai Noel. Muitos pastores lamentam o fato de que o Papai Noel substituiu Jesus Cristo no coração e na mente de muitas crianças e adultos no nosso país atualmente. Quando você ler esta comparação, compreenderá que essa substituição no coração e na mente das pessoas não é acidental. Verá que Satanás, o mestre das marionetes, está puxando as cordinhas do mundo, levando os adultos e as crianças para longe de Jesus Cristo e em direção ao Papai Noel, que é o epítome do amor ao mundo e a tudo o que nele há.
Comparação Entre Jesus Cristo e o Papai Noel
Jesus Cristo: Nosso Senhor e Salvador de Acordo com a BíbliaPapai Noel: A Falsificação de Acordo com o Mito Humano
1. Tem os cabelos brancos como a lã [Apocalipse 1:14]1. Tem os cabelos brancos como a lã
2. Tem barba [Isaías 50:6]2. Tem barba
3. Veste um manto vermelho [Apocalipse 19:13]3. Veste-se de vermelho
4. A hora da sua vinda é surpresa [Lucas 12:40; Marcos 13:33]4. A hora da sua vinda é surpresa
5. Vem do norte, onde vive [Ezequiel 1:4; Salmos 48:2]5. Vem do Polo Norte, onde vive
6. Trabalhou como carpinteiro [Marcos 6:3]6. Fabrica brinquedos de madeira
7. Vem como o ladrão de noite [Mateus 24:43-44]7. Vem como o ladrão de noite; entra na casa como um ladrão
8. Onipotente — o Todo-poderoso [Apocalipse 19:6]8. Onipotente — pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma só noite
9. Onisciente — conhece todas as coisas [Hebreus 4:13; 1 João 3:20]9. Onisciente — sabe se a criança foi boa ou má o ano todo
10. Onipresente [Salmos 139:7-10; Efésios 4:6; João 3:1310. Onipresente — vê quando a criança está acordada ou dormindo. Precisa estar em toda a parte ao mesmo tempo para entregar todos os presentes em todo o mundo na mesma noite.
11. Vive para todo o sempre [Apocalipse 1:8; 21:6]11. Vive para sempre
12. Vive naqueles que o receberam [1 Coríntios 3:16; 2 Coríntios 6:16-17]12. Vive no coração das crianças
13. Distribui dons [Efésios 4:8]13. Distribui presentes
14. É a verdade absoluta [João 14:6]14. Fábula absoluta [1 Timóteo 1:4; 4:7; 2 Timóteo 4:4]
15. Senta-se em um trono [Apocalipse 5:1; Hebreus 1:8]15. Senta-se em um trono
16. Somos exortados a nos achegar ao seu trono de graça e a expor nossas necessidades a ele [Hebreus 4:16]16. As crianças são convidadas a se aproximarem do seu trono e a pedir tudo o que quiserem
17. Um de seus mandamentos é que os filhos honrem aos pais17. Diz às crianças para obedecerem aos pais
18. Convida as crianças a irem a ele [Marcos 10:14]18. Convida as crianças a irem a ele.
19. Julga [Romanos 14:10; Mateus 25:31-46]19. Julga se a criança foi boa ou má
20. Pai da Eternidade [Isaías 9:6]20. Papai Noel (Pai do Natal)
21. Menino Jesus [Mateus 1:23; Lucas 2:11-12]21. Kris Kringle [significa Menino Cristo]
22. Digno de receber orações e adoração [Apocalipse 5:12-14; Hebreus 1:6]22. As crianças adoram e rezam a São Nicolau
23. Senhor dos Exércitos [Malaquias 3:5; Isaías 8:13; Salmos 24:10]23. Senhor de um exército de elfos [na tradição druídica, os elfos eram demônios ou espíritos das árvores]
24. Deus diz, “Eh! Eh!… [Zacarias 2:6]24. O Papai Noel diz “Ho, ho, ho…”
25. Príncipe da Paz, a Imagem de Deus [Isaías 9:6; Hebreus 1:3];25. Símbolo da Paz Mundial, a imagem do período do Natal.
Nota: Esta comparação foi tirada de The Good Newsletter, de Former Catholics for Christ, out/nov/dez 1997. Pode-se ver claramente que alguém criou uma falsificação secular de Jesus Cristo, colocando muitos de seus atributos no Papai Noel! Existem tantos pontos em comum, que é impossível que essa criação tenha sido acidental. Em Jó 1:6-7, vemos que Satanás passeia pela Terra como se ela fosse o terreno de um jardim, totalmente sob seu controle. Satanás pode ser imaginado como o mestre das marionetes, que puxa as cordinhas na Terra. Certamente, nestes dias finais, ele quer ter alguém que desvie a atenção, a admiração e o amor das crianças de Jesus Cristo. Mas, não somente isso, também quer contaminar as crianças desde cedo com a mais devastadora das doenças espirituais, o amor aos bens materiais e o amor a si mesmo, que acompanham o desejo de receber o maior número possível de presentes! A criação e a promoção do Papai Noel certamente cumprem todos esses objetivos. Lembre-se que uma das profecias de Jesus Cristo sobre o fim dos tempos é que o coração das pessoas estará extremamente frio com relação a ele.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:12].
Certamente, as crianças aprendem a ir à fonte errada para receber presentes, são encorajadas a se comportar bem durante o ano pelas razões erradas, e aprendem a amar os bens materiais, em vez de amar a Deus sobre todas as coisas. Isso nos faz lembrar de outra profecia bíblica:
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” [2 Timóteo 3:1-4].
Essa profecia não descreve exatamente como está nossa sociedade nos dias atuais? As crianças estão aprendendo desde cedo a amar os bens materiais, a tentar obter o maior número possível de brinquedos, e a amar a si mesmas, tudo como conseqüência de acreditar nesse mito pagão do Papai Noel. Pedimos que você receba essas informações com amor, como elas foram dadas. Você certamente não deve ensinar aos seus filhos o mito do Papai Noel. Ensine que Jesus Cristo é a razão do Natal. Não há nada de errado em dar e receber presentes, mas faça as crianças compreenderem que é muito melhor dar do que receber. Além disso, mostre-lhes que Jesus Cristo nos deu o maior presente de todos, o dom da vida eterna! Quando você compreender o modo deliberado como o mito do Papai Noel foi criado, como uma falsa imitação de Jesus Cristo, poderá ver que as crianças podem ser facilmente desviadas espiritualmente crendo e participando nessa história. Mantenha o foco em Cristo para seus filhos. Essas informações são apenas mais um exemplo que mostra como estamos vivendo nos últimos dias de grande engano e frieza nos corações. Juntamente com os muitos outros sinais do fim dos tempos, esse amor ao Papai Noel pagão é apenas mais um claro sinal do fim.
Fonte (Sétimo Dia)