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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Sensação de ser superior aos outros tem razão biológica


Cientistas dizem ter descoberto mecanismos biológicos que fazem as pessoas se sentirem superiores às outras, estado chamado por eles de “ilusão de superioridade”. A ilusão, afirmam os pesquisadores, é determinada pela interação de regiões cerebrais sob a influência da dopamina. Ela está profundamente ligada à evolução humana e atinge a maioria dos indivíduos. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (25) no site da PNAS, a publicação da Academia Nacional de Ciências dos EUA. Entre as instituições responsáveis pelo estudo estão a Agência de Ciência e Tecnologia do Japão e a Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA. A dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar e prazer, tem papel de “regular” o estado de “ilusão de superioridade”, segundo os cientistas. Eles descobriram que a substância “modula” as interações entre duas áreas do cérebro - o córtex frontal e o neoestriado.

“A conexão funcional entre o córtex frontal e o neoestriado” determina os níveis de “ilusão de superioridade”, dizem os pesquisadores no estudo. “Nossa descoberta ajuda a entender como esse aspecto essencial da mente humana é biologicamente determinado, e a identificar alvos neurológicos e moleculares para o tratamento da depressão.”

Para os cientistas, a descoberta é importante para estudos futuros no combate à depressão. Pensamentos negativos sobre si mesmo são características do estado depressivo, e a ideia de sentir-se acima da média, em níveis moderados, ajuda na saúde mental.


Nota: O adultério já tinha origens biológicas (confira aqui e aqui), agora encontramos também uma desculpa para o orgulho. Seria bem melhor admitir que o pecado causou esses desequilíbrios neurológicos e esses sentimentos negativos – ampliados e piorados por um estilo de vida contrário às recomendações de Deus. Claro que os medicamentos podem ajudar em casos patológicos, mas é importante reconhecer a pecaminosidade da arrogância, do orgulho, da altivez. Deus pode mudar nosso caráter, nosso temperamento e nos conceder humildade sadia, é só pedir; é só buscar.[MB] 
Fonte: Criacionismo

segunda-feira, março 12, 2012

Ser humano veio de um verme (gostou da sua origem?)

Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], segundo um estudo publicado na última segunda-feira (5). Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província de British Columbia (oeste), determinou que o extinto Pikaia gracilens é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos. A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis dessa criatura. Também encontraram um sistema vascular.

“A descoberta de miômeros é a prova irrefutável que vínhamos buscando há muito tempo”, disse o autor principal do estudo, Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. “Agora, com miômeros, um cordão nervoso, uma notocorda e um sistema vascular, todos identificados, esse estudo situa claramente Pikaia como o cordado mais primitivo do planeta”, afirmou Morris. “Assim, da próxima vez que pusermos uma foto de família sobre a chaminé, lá no gundo estará o Pikaia”, acrescentou.

Os primeiros exemplares de Pikaia gracilens foram coletados pelos exploradores pioneiros do Xisto de Burgess em 1911. No entanto, os cientistas passaram por alto pelos espécimes, considerados um antepassado das minhocas e das enguias. Só na década de 1970, Morris sugeriu que esse animal com cinco centímetros de comprimento, chato dos lados, e um pouco parecido com as enguias, que provavelmente nadavam movimentando o corpo com curvas dos dois lados, poderia ser o membro mais antigo conhecido da família dos cordados.

Um espécime de Pikaia gracilens está em exibição no Museu Real de Ontário (ROM), e uma exposição maior no sítio de Burgess será organizada.

(UOL)

Nota: Note a “lógica”: o verme tem notocorda, tecidos musculares e sistema vascular. O ser humano também tem. Logo, segue-se que o verme Pikaia é nosso ancestral. Esse verme, dotado de toda essa complexidade (sem contar o fato sempre convenientemente “esquecido” de que ele já possuía muitos milhões de células com toda a complexidade que lhes é peculiar), já nadava nos oceanos da Terra há 500 milhões de anos? Os supostos milhões de anos anteriores a isso seriam suficientes para trazer à existência um ser capaz de se locomover, reproduzir, metabolizar, etc., etc., etc.? Não basta chamar o ser vivo de primitivo, tentando, com isso, induzir o leitor à ideia de que seres primitivos teriam dado origem a seres mais complexos (como se o surgimento de novos planos corporais e órgãos funcionais não dependesse demuita informação nova complexa e específica). Na verdade, uma única célula é dotada de complexidade tal que sua existência beira ao milagre. Outra coisa: dizer que a notocorda “se tornaria parte da coluna vertebral” é uma inferência baseada na premissa evolucionista adotada a priori e não resultado de observação científica, já que nem haveria tempo para esse tipo de observação, caso essa macroevolução fosse um fato. Só para lembrar, seres vivos como a lampreia ainda vivem (bem) com suas notocordas.[MB]

Fonte: Criacionismo

quarta-feira, novembro 02, 2011

Nove mitos e verdades sobre os neandertais

Pesquisas recentes sugerem que o homem de Neandertal era "gente como a gente". Mas o que isso quer dizer? Quais eram as semelhanças e diferenças entre eles e o homem moderno? Em entrevista ao site de VEJA, especialistas esclarecem as principais descobertas sobre nosso primo pré-histórico.

Gente como a gente. É assim que os principais pesquisadores atualmente descrevem os neandertais, homens pré-históricos que viveram entre 130.000 e 30.000 anos atrás na Europa e em partes da Ásia. "Eles enterravam seus mortos, usavam objetos de adorno pessoal e desenvolveram uma sofisticada tecnologia do fogo", disse em entrevista ao site de VEJA o arqueólogo português João Zilhão, um dos maiores especialistas em neandertais. "Do ponto de vista arqueológico, não existe diferença cultural significativa entre neandertais e humanos modernos", afirmou Vanessa Paixão-Côrtes, doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vanessa faz parte de um grupo coordenado pela pós-doutora em biologia, Maria Cátira Bortolini, que estuda o genoma do neandertal. 
Não só o comportamento dos neandertais era semelhante ao dos homens contemporâneos: de acordo com Zilhão, os neandertais era tão parecidos fisicamente com os nossos antepassados que se andassem nas ruas de hoje ninguém notaria a diferença. Aliás, a experiência já foi feita. "Certa vez maquiaram atores como neandertais e os colocaram para passear pelas ruas de cidades ocidentais, como Nova York", contou Zilhão. E ninguém notou as diferenças, como formato do queixo, robustez das têmporas e corpo avantajado.

Desaparecimento - Apesar das semelhanças, restam ainda muitos mistérios sobre os "primos" dos homens modernos. Por exemplo, não se sabe muito bem por que os neandertais simplesmente desapareceram da Terra há 50.000 anos na Ásia e há 30.000 anos na Europa.
Um dos artigos mais recentes defende que os neandertais não teriam resistido à invasão em massa de homens modernos na Europa há 40.000 anos.
De acordo com Zilhão, por meio de cruzamentos, os neandertais foram assimilados pelas populações de homens modernos originárias da África e que ocuparam gradativamente a Europa e Ásia a partir de 50.000 anos atrás. [...]

Herança genética - A assimilação de neandertais pelos humanos modernos, segundo Zilhão, está provada pela anatomia de fósseis dos primeiros europeus que tiveram o primeiro contato com os neandertais e pela comparação do genoma com indivíduos de vários continentes. "Os neandertais contribuíram para o genoma humano e esses traços genéticos persistem até hoje em porcentagem significativa", disse.
De acordo com Vanessa, entre 1% e 4% do DNA de humanos modernos é de neandertais e outros homens arcaicos.
Mas a pesquisadora lembra que, além da assimilação, existem outras hipóteses não excludentes que também podem explicar o desaparecimento dos neandertais, como o extermínio, epidemias e até catástrofes naturais. "Os motivos para o sucesso humano e a extinção dos neandertais ainda são amplamente debatidos", disse Vanessa.

Humanos - Uma das questões mais debatidas entre os pesquisadores é se o neandertal era uma subespécie de Homo sapiens - ou seja, uma população de humanos eventualmente isolada - ou uma espécie completamente diferente, a do Homo neandethalensis.
Na opinião de Zilhão, trata-se de uma subespécie. "Se houve miscigenação importante entre os dois grupos, isso significa que eram subespécies ou populações de uma só espécie biológica, não duas espécies distintas", ponderou o arqueólogo.

Os cientistas já descobriram que o cruzamento de humanos com neandertais gerou híbridos férteis. Isso significa que, em um dado momento, rompeu-se qualquer tipo de isolamento reprodutivo entre o homem moderno e o neandertal. "Mas a tarefa de categorizar espécies é muito difícil", disse Vanessa. "No fim das contas, são todos considerados humanos".

Fonte: Veja

Nota Gilberto Theiss: É sempre muito bom quando cientistas chegam definitivamente às conclusões científicas daquilo que já era óbvio. Bom, gostei muito da última frase da Vanessa "No fim das contas, são todos considerados humanos".