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sábado, dezembro 10, 2016

Imagem cristã

O exterior é a revelação
“Graça que não transforma não é graça, é desgraça”, disse o Pr. Ivan Saraiva em uma mensagem para o Está Escrito, logo no dia que eu tanto me questionava sobre continuar ou não com este projeto para meninas e mulheres cristãs. “Quando você recebe a graça, sua roupa é santificada, sua maquiagem é santificada”, continuou. Não tive dúvidas de que aquela resposta era direeeeta pra mim. Ai, me senti tão motivada. Muitas pessoas ainda não compreendem o fato de que a aparência tem poder e revela muito sobre nós. Não, ela não nos define, apenas revela. Nosso exterior é a revelação natural da transformação que tivemos lá dento. Bom, vou poupar vocês de lerem hoje. Gravei um vídeo para falar do assunto. Depois de assistir e refletir, compartilhe com quem você ama.

O mito da modéstia

Modéstia não é ser uma piada
Sabe o que não suporto? Ver programas de TV mostrando os cristãos como seres esquisitos, que mais parecem alienígenas, tratando com depreciação a imagem do crente — tanto que nos incomodamos com a expressão “crente”, e preferimos usar outros sinônimos. Ser crente é como ser uma piada, uma alienação. Infelizmente, muitos acreditam que simplicidade e modéstia (princípios bíblicos) tem a ver com desleixo e mau gosto; que ser diferente é ser estranho. Nossa imagem é uma das grandes recomendações da nossa fé. Já falamos disso no post Ser desleixado é pecado e neste vídeo AQUI. Antes de falarmos de conduta cristã, saiba que a modéstia é considerada uma qualidade positiva que está de acordo com os padrões éticos e morais estabelecidos pela sociedade. Não é mania ou invenção de crente.
Alguns conselhos:
  • Tenha uma imagem que passe confiança e credibilidade, afinal você propaga uma mensagem que precisa ser levada a sério.
  • Não confunda elegância com riqueza. É possível ver milionários se portando inadequadamente, e moradores de rua agindo com classe. Ter classe não é um luxo, mas um princípio de vida.
  • MODÉSTIA é o mesmo que DISCRIÇÃO. Perceba várias roupas das chamadas “moda evangélica” são tudo, menos discretas. Abusam de acessórios, enfeites e, muitas vezes, de relaxo. Chamam mais atenção do que uma peça bem selecionada de uma loja comum.
  • Modéstia não é acomodação. Se está com sobrepeso ou baixo peso, pode decidir reformular sua dieta. Se está com celulite, pode mudar a alimentação e fazer exercícios físicos. Se está com a pele manchada, pode buscar um tratamento com um especialista e, se preciso for, usar uma maquiagem corretiva. São exemplos simples, mas que frequentemente geram dúvidas no nosso estilo de vida.
  • Vestir-se com simplicidade é uma virtude, pois você não intimida os mais pobres com uma ostentação desnecessária.
  • Por isso recomendamos a simplicidade com elegância, pois assim se passa a melhor impressão para todos os públicos.
modestia_simplicidade
Já vimos por aqui inúmeros estudos científicos e conselhos de especialistas sobre o poder da imagem. Nossa aparência fala de nós antes mesmo de abrirmos a boca. Ela pode transmitir confiabilidade, mas também pode fazer com que nossas palavras pareçam vazias ou malucas. Cuidado, a imagem pode ser um ruído na comunicação — um bloqueio. É óbvio que o foco principal da vida cristã não é ser elegante, arrumado e limpo. Afinal, lemos em I Pedro 3:1-4 que nosso enfeite interno é o mais importante. Mas para realizar uma missão tão grande é preciso ficar atento a todos os detalhes, por isso a Bíblia nos orienta também sobre nossa vestimenta.
Em I Samuel 16:7 se encontra um texto famoso que diz que “o homem vê a aparência, o Senhor vê o coração”. Poucos sabem interpretar corretamente este pensamento. Primeiro, vale entender o contexto desse verso. Deus tinha pedido que Samuel procurasse um novo rei para Israel, mas que não julgasse pela aparência quem poderia ou não exercer este cargo. Entre todos os fortões e com cara de poderosos que Samuel se encontrou, Deus avisou que o escolhido era Davi, o caçulinha que cuidava de ovelhas. Ninguém parecia dar moral pro coitado. É este tipo de aparência que Deus não olha. Não importa nossa estatura, nossa cor ou nossa posição. Ele vê nosso maior potencial quando ninguém mais enxerga isso.
Ah, também vale lembrar que a Bíblia diz: “Brilhe vossa luz diante dos homens” (Mateus 5:16). Ou seja, Deus se importa com o que as pessoas pensam ao nosso respeito. Como vimos acima, o homem não tem o poder de ver nossa alma, nosso coração. Só Deus pode fazer isso. Então, obviamente devo me atentar para minha aparência também, pois é a primeira coisa que o mundo enxerga em mim.
modestia_crista
Costumamos dizer que nosso lar não é aqui, mas também não é em Marte, ? Observe a elegância de Kate Middleton, duquesa da realeza britânica. Em sua função, é indispensável cuidar da aparência, se vestindo de forma agradável, simples, decente e feminina. E nós, que somos representantes de um Reino muito maior, será que não temos uma imagem a zelar? Não devemos nos atentar às impressões que passamos? Gosto muito desses textos de Ellen White:
“Os cristãos não devem se dar ao trabalho de se tornar objeto de estranheza por se vestirem diferentemente do mundo (…). Se o mundo introduzir uma moda de vestuário modesta, conveniente e saudável, que esteja de acordo com a Bíblia, não mudará nossa relação com Deus ou com o mundo se adotarmos essa moda de vestuário.”
(Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 476)
“Como um povo, não cremos que nosso dever seja estar fora da moda ao sair ao mundo. Não, não devemos ser excêntricos ou esquisitos em nosso vestuário para diferir do mundo, temendo que nos desprezem por assim fazermos.”
(Conselho sobre Saúde, pág 604)
Assim como qualquer empresa e instituição, temos que manter a imagem em conformidade com nossa ideologia. Nossos princípios promovem a decência, discrição, feminilidade/masculinidade, pureza… e como toda a criação de Deus, BOM GOSTO! Ellen White diz que devemos nos educar na “simplicidade do vestuário; simplicidade com elegância”. Já contei essa história, mas vale lembrar… Nas aulas de telejornalismo na faculdade, minha professora dizia que para apresentar um telejornal o profissional deve estar vestido e penteado com elegância, mas sem extravagância. Sabem por quê? A elegância é necessária para que o comunicador seja respeitado e levado a sério. E sobre evitar a extravagância? É simples. O jornalista não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia. Vamos reformular a última frase para você entender melhor como deve ser nossa atitude: O cristão não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia (o evangelho). Isto é modéstia.
Por Emanuelle Sales (Bonita Adventista) 

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Como ensinar as crianças a se vestirem e se comportarem com modéstia

Roupas ousadas e reveladoras têm estado no topo da moda mundial há muitas décadas. Jovens e adultos são encorajados a expor seus corpos e deixar a sensualidade aflorar. A mudança no vestir veio acompanhada de uma mudança comportamental, principalmente nas paqueras. A inocência e o romantismo dos cortejos e flertes deram lugar à investida agressiva e insinuante.
O comportamento moderno que afeta adultos e adolescentes estão ameaçando a candura infantil. As meninas são as maiores vítimas. Um estudo recente mostra que cerca de 30% dos modelos de roupas produzidas pelas empresas norte-americanas, voltadas para o público pré-adolescente, foram projetadas para sexualizar. Neste site lemos “Os pesquisadores descobriram que as roupas comercializadas para meninas de seis anos estão sendo projetadas para chamar a atenção para seus seios, nádegas e magreza, dando sinais de que são sensuais e inadequadas. Os pesquisadores dizem que é uma tendência que está reforçando estereótipos destrutivos para a atratividade feminina.”
  • Essa terrível tendência é uma ameaça à saúde emocional e à segurança de nossas crianças. Vesti-las com roupas sensuais é incentivá-las a se comportar com sensualidade. É arrancar-lhes à força sua inocência e pureza, e impeli-las precocemente à puberdade.
    Precisamos proteger nossas crianças contra essa abominação que pode causar-lhes muitos danos agora e no futuro, sendo os piores: as relações sexuais na infância e adolescência, o abuso sexual e a gravidez precoce.
    Nós, pais, somos responsáveis pela forma como nossos filhos e filhas se vestem. Precisamos defender a sua integridade e pureza vestindo-lhes com roupas apropriadas para a sua idade, que cobrem adequadamente seus corpinhos frágeis e imaculados, e os protegem contra olhares cobiçosos de molestadores.
    Veja como ensinar suas crianças a apreciar a modéstia na vestimenta e no comportamento:
  • 1. Ajudá-las a desenvolver gosto por roupas adequadas para sua idade

    Ajude-as a reconhecer a beleza das roupas que cobrem as coxas, o colo e a barriga. Felizmente ainda existem lindos vestidos, saias, bermudas, calças e blusas e maiôs infantis, apropriados para cada idade. Talvez precisemos procurar um pouco mais. Mas vale a pena qualquer esforço para proteger nossas crianças.
    Creio que a mãe e o pai que se vestem com recato conseguirão influenciar mais facilmente suas filhas e filhos.
  • 2. Trocar ou reformar roupas que lhes foram presenteadas

    Muitas vezes nossas crianças são presenteadas por amigos ou parentes, com roupas pouco recatadas. Ajude-as a reconhecer que tais roupas estão fora dos padrões. Depois, converse gentilmente com a pessoa que deu o presente sobre a possibilidade de fazer uma troca junto à loja onde foi feita a compra, ou então, quando for possível, fazer uma reforma. Algumas minissaias, miniblusas e vestidos podem ganhar babados. Um vestido decotado pode receber mangas. Envolva as crianças na escolha de outras roupas ou de tecidos para fazer as reformas.
  • 3. Sentar-se adequadamente

    Mesmo com roupas adequadas, nossas crianças precisam ter uma boa postura, principalmente quando se sentam. Cansei de ver menininhas sentadas de maneira desleixada, deixando à mostra suas roupas de baixo. Incentive suas filhas a sentarem de maneira adequada. Corrijam-nas sempre que elas se esquecerem de manter a postura.
  • 4. Brincar com roupas apropriadas

    Algumas lindas e adequadas roupas infantis podem não ser apropriadas para brincar. Falo dos vestidos e saias. As meninas mais molecas, que gostam de subir, pular e virar cambalhota, precisam de bermudinhas para brincar na presença de estranhos. Sempre que elas saírem de vestido, leve uma roupa para trocar na hora de brincar. Ajude-as a identificar o momento de fazer a troca. Tudo é uma questão de treino.
  • 5. Os sapatos também precisam ser adequados

    Vejo frequentemente sapatinhos, sandálias e tamanquinhos de salto alto nas vitrines de calçados infantis. Além de estimular comportamentos inadequados, os saltos prejudicam seriamente a saúde da criança. No site do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia lemos uma advertência do ortopedista Pedro Henrique Mendes: "A criança está com o esqueleto - a parte muscular, os ossos e a articulação em formação. O ideal é que ela use sapatos sem salto, porque a carga do peso do corpo sobre os dedos pode gerar dores, calosidades, e até má formação na parte anterior dos pés”.
    Ajude suas crianças a apreciarem o conforto e entenderem que tais modelos não são apropriados para a sua idade.
  • 6. Acessórios, roupas íntimas e maquiagem

    Tiaras, boinas, chapéus, laços, flores, cintinhos e outros acessórios infantis são adequados para as meninas e devem ser usados com sabedoria. As roupas de baixo também precisam ser escolhidas muito bem. É comum encontrarmos roupas íntimas infantis em modelos bem similares às de adultos. Soutiens com bojo e calcinhas minúsculas são as mais comuns. Jamais dê coisas assim para suas filhas.
    Sobre maquiagens em crianças, numa entrevista o pediatra Daniel Becker alerta: “A maquiagem é um instrumento de sedução e pode agregar conotação erótica. Crianças de 7, 8, 9 e 10 anos estão entrando precocemente no mundo da beleza artificial. Antes, as meninas começavam a dar beijinhos aos 13. Hoje, estão começando a beijar aos 8! Esse fator é brutal.
  • 7. Roupas de banho

    Os maiôs e bermudões são as roupas de banho mais adequadas para as crianças. Elas são confortáveis e não saem do lugar enquanto elas nadam, pulam e se divertem. Além disso, são discretas.
    Tomemos cuidado para não incentivar ou permitir que nossas crianças se vistam ou se comportem de maneira a comprometer sua pureza infantil ou as colocar numa situação de risco. Que possamos ajudar a preservar sua inocência, que é a coisa mais valiosa que há. Que possamos, como pais e as pessoas mais importantes na vida delas, moldar nossas vidas segundo aquilo que ensinamos, para que saibam o quanto é aprazível vestir-se e comportar-se modestamente.
  • Fonte: familia.com.br

sexta-feira, outubro 11, 2013

Cuidado com o vestuário (especialmente) nos cultos

A leitura bíblica para hoje, do projeto mundial Reavivados por Sua Palavra, é o Salmo 5. No verso 7, lemos: “Com muita reverência em meu coração, me ajoelharei para adorá-Lo no Seu santo templo” (NBV). Esse texto, entre outros, me chamou a atenção pelo fato de que, nestes tempos pós-modernos e de relativização, a reverência é uma palavra que vem caindo no esquecimento. As pessoas vão igreja para encontrar amigos, se sentir bem, receber bênçãos, cantar (o que não é errado, em si), mas acabam se esquecendo do motivo principal: ir até lá para adorar Aquele que é o motivo de a igreja existir, Deus. Deus é nosso Pai, por isso, não é o “Cara lá de cima”. Filhos respeitosos não chamam o pai de “cara”. Por que chamar Deus desse jeito? Ele é nosso Pai e Criador, o Rei do Universo, e como tal exige-se de Seus filhos/criaturas, além do amor e da amizade, o respeito que Lhe é devido.
Se o culto serve (sobretudo e entre outras coisas) para louvá-Lo e se Ele é o centro do serviço religioso, tem que ser nos termos dEle. A música deve ser a mais adequada ao louvor e não necessariamente aquela que me agrada. Não sou eu o objeto de culto. É Deus. A pregação deve ser da maneira instituída por Ele. A Palavra deve ser exaltada, não as ideias humanas. Locais para divulgar teorias, pensamentos e conceitos humanos existem aos montes por aí. Na igreja, devemos ouvir a voz do Senhor.

E o que dizer do vestuário adequado para se aproximar do Criador? Quando ainda era estudante universitário, tive uma experiência que me ensinou uma lição importante. Certa ocasião, precisei ir até o Fórum, em Florianópolis, resolver não sei o que. Era verão e fazia bastante calor. Desavisado, fui até o local vestindo bermuda, tênis e camiseta. Não deu outra: fiquei na porta. Então pensei: “Se, para me dirigir a autoridades humanas, preciso ter e demonstrar respeito, quanto mais diante da Autoridade suprema do Universo.” Nunca me esqueci daquilo, lá, naqueles meus dias de recém-convertido.
Recentemente, li num blog de orientação católica o convite para a missa numa capela militar em Belo Horizonte. Havia até a especificação dos trajes: “A2 para militares (uniforme de cerimônia marrom); civis: paletó, terno ou camisa de mangas compridas, para homens; vestido longo ou saia abaixo dos joelhos, com ombros cobertos e sem decotes, para mulheres.” Interessante... Pensei que esses cuidados não mais existissem.

Já percebeu como as pessoas vestem suas melhores roupas para ir a um casamento ou a uma formatura, por exemplo, e nem sempre têm o mesmo cuidado com seus trajes de sábado, o dia do encontro especial com o Criador? (Se bem que, levando em conta as roupas que algumas senhoritas e senhoras têm vestido em casamentos, é melhor não dar ideia...)

Não favoreça o "adultério visual" (Mt 5:28)
Igreja não é local para ostentação de vestes caras, nem tampouco passarela para desfile de moda. Mas também não é ambiente para se expor e atrair pensamentos que não deveriam ser alimentados ali, naquele local de adoração. Aliás, o cristão cioso de sua função de embaixador do Céu procurará representar também em seu exterior o reino ao qual pertence. Alguns dizem: “O que importa é o que está no coração.” Ok. Mas o problema é que ninguém tem visão de raios x. Vemos o que está no coração das pessoas por meio das palavras que elas usam, de suas atitudes para com o próximo e,também, por meio de seu vestuário. São os “frutos” dos quais falou Jesus.
Alguns anos atrás, li uma reportagem numa revista de supermercado que também me pôs a pensar. A jornalista autora do texto se demostrava surpresa com o aumento das exportações de lingerie brasileira para países... islâmicos! Como boa repórter, ela foi apurar a informação e descobriu algo interessante. Ao perguntar para algumas mulheres muçulmanas por que estavam comprando lingeries brasileiras tipicamente mais, digamos, ousadinhas, levando em conta que essas mulheres costumam cobrir todo o corpo quando estão em público, recebeu a resposta: “Compramos esse tipo de lingerie para ser sedutoras para nossos maridos. E os outros homens não têm nada a ver com isso.”

Não se trata aqui de defender a burca nem tampouco o machismo. Longe disso! Mas penso que existe alguma sabedoria nas palavras daquelas mulheres. Sedução é algo para a intimidade do casamento, e só. Ali é lícito e bíblico que isso exista. Nas ruas, nos casamentos, nas formaturas e, sobretudo, nas igrejas, o cristianismo se manifesta de outra maneira: pela decência, pela modéstia e, igualmente, pelo bom gosto – qualidades que caracterizam o vestuário daqueles que desejam ser representantes do reino celestial.

sexta-feira, junho 14, 2013

Vestido com calça ressurge como tendência nas passarelas. E nos corredores das igrejas?

Usar calça sobre vestido forma uma combinação inusitada, já que, por excelência, o vestido é feito para deixar as pernocas livres. Mas, apesar de polêmica, a aposta que foi hit nos anos 1990 promete voltar no verão 2014 – e são as passarelas que atestam.
No último SPFW, que aconteceu no mês passado, diversos estilistas apresentaram em vestidos acompanhados de calças, destacando o modelo cropped (aquele com a barra mais curtinha). Fora das passarelas, famosas como Emma Watson e Michele Obama já mostraram que dá para usar a tendência na rua, sim. Será que a moda pega?
Fonte: GNT
Mulher Adventista: Não! Eu não sou ‘do contra”. Com decência e bom gosto toda roupa tem o seu lugar. E é claro que um vestido por cima de uma calça pode ser uma roupa decente, e, em alguns casos, de bom gosto também (vamos combinar que tem umas combinações que não precisam sair das passarelas né?… mas como gosto não se discute rs). Considero importante apenas uma ressalva. Nem tudo que é decente e de bom gosto é adequado para ser usado na casa de Deus. Explico: Você pode ter um belo moletom de dormir, decente, bonito e confortável, mas não é com ele que você deve aparecer diante de Deus no sábado pela manhã. Assim como não é de saia longa e camisa social que você deve deitar-se para dormir todas as noites. Tudo tem o seu lugar. Desde que mudei para o sul do Brasil tenho notado que em algumas igrejas as irmãs não se importam de ir à Igreja de calça comprida e até mesmo bermuda. Em alguns casos, começam a usar a calça legging por baixo do vestido, que daqui a pouco torna-se um blusão e, dentro de mais algum tempo, uma camisa um pouco menor. Já presenciei dezenas de irmãs vestidas assim na igreja, com as pernas de fora cobertas apenas pela legging. Até que ponto isso é adequado? Lembro-me  de ter lido em algum blog adventista, ano passado, que legging era praticamente uma espécie de meia calça, dessa forma, inadequada para ser usada de qualquer forma na igreja. Concordo. E aqui, no contexto do post acrescento, melhor se prevenir de usar vestido com calça na igreja do que começar a naturalizar a ideia de ir à igreja vestida com uma calça. Busquemos de Deus sabedoria e discernimento para nos vestirmos adequadamente em todas as ocasiões! Já usei esse texto aqui, e volto a citá-lo: “Não devem os cristãos dar-se ao trabalho de se tornar objeto de estranheza por se vestirem diferentemente do mundo. Mas se, em harmonia com sua fé e dever em relação ao seu traje modesto e saudável, eles se virem fora de moda, não devem mudar sua maneira de vestir a fim de serem semelhantes ao mundo. Devem, porém, manifestar uma nobre independência e coragem moral para serem corretos, mesmo que todo o mundo deles difira. Se o mundo introduzir uma moda de vestuário modesta, conveniente e saudável, que esteja de acordo com a Bíblia, não mudará nossa relação com Deus ou com o mundo, o adotarmos essa moda de vestuário. Devem os cristãos seguir a Cristo, conformando seu traje com a Palavra de Deus. Devem fugir dos extremos. Devem humildemente seguir um procedimento retilíneo, independente de aplauso ou de censura, e devem apegar-se ao que é direito, pelos simples méritos do direito.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 476, e 477.
Fonte: Mulher Adventista

sábado, fevereiro 02, 2013

Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã


O que é, e qual é o propósito do Documento

Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no final de 2012, documento intitulado Estilo de Vida e Conduta Cristã. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia e nem criar novas normas.
A intenção foi resumir, em uma linguagem simples mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”.
Segue abaixo o documento na íntegra:

Introdução

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece a importância do sacrifício de Cristo na cruz como o preço pago pela nossa salvação. Deus, em Seu infinito amor pelo mundo, “deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Ele “prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8), e nos convida a aceitar esse sacrifício de amor, a entregar-Lhe totalmente a vida e a nascermos de novo em Cristo (Jo 3:3-15).
A pessoa que passou por essa experiência com Jesus deve agora andar em “novidade de vida”, entregando-Lhe todo o seu ser e todos os aspectos de sua vida (Rm 6:1-11). “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17). Uma vida renovada leva o cristão a um alto padrão de comportamento através de um estilo de vida que O glorifique e que evidencie publicamente a fé e o compromisso que ele tem com Cristo Jesus. Dois ensinos bíblicos fundamentam a importância do estilo de vida para o cristão adventista: 1) a restauração da imagem de Deus no ser humano; e 2) a missão profética específica da Igreja Adventista no final dos tempos.
A restauração da imagem de Deus. Segundo as Escrituras, o ser humano foi criado à “imagem e semelhança” de Deus (Gn 1:26, 27). Essa realidade foi manchada pelo pecado (Gn 3). Desde a queda, no entanto, Deus tem trabalhado pela restauração plena dessa imagem no ser humano (Rm 8:29; 1Co 15:49; 2Co 3:18; Ef 4:22-24; Cl 3:8-10) através da redenção em Cristo Jesus e da atuação do Espírito Santo na vida e mente daqueles que respondem positivamente ao Seu convite à salvação (Jo 1:12, 13; 3:3-16). Nesse processo de restauração, Deus chama Seus filhos a um reavivamento e reforma através do compromisso com a santidade. “Sede santos porque Eu sou santo” (Lv 11:44, 45; 19:2; 20:26); “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48).
Essas exortações bíblicas são muitas vezes mal-interpretadas e usadas como base de um legalismo exigente e frio, comumente denominado de perfeccionismo. No entanto, no Sermão da Montanha (Mt 5:43-48), Cristo deixou claro que “ser santo” e “ser perfeito” como Deus, é ser um canal divino de Sua graça, amor e bondade aos seres humanos. O cristão torna-se um canal de Deus ao amar sinceramente todos os indivíduos com quem ele se relaciona, orando por eles e ajudando-os, mesmo sendo seus inimigos ou aqueles que o perseguem.
O chamado do cristão é imitar a Deus em todos os aspectos de sua vida (1Pe 1:13-16). Para que isso seja possível, Deus concede aos Seus filhos o Espírito Santo, o Consolador, que opera na mente e coração dos seres humanos, envolvendo o cultivo de atributos internos (amor, bondade, compaixão, justiça, verdade, pureza, honestidade, responsabilidade, altruísmo, etc.) e externos (modéstia, decência, temperança, boas obras, etc.). Esses atributos representam a restauração do caráter divino evidenciado pelo fruto do Espírito na vida dos filhos de Deus (Rm 12:1-13:14; Gl 5:16-26; Ef 4:17-5:21; Cl 3:1-17; 1Ts 4:1-12; 1Tm 2:8-3:13). A missão profética da Igreja Adventista.
O segundo ensino bíblico que realça a importância de um estilo de vida consagrado a Deus é a missão específica da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Desde seus primórdios, os Adventistas do Sétimo Dia se consideram um movimento profético, com a missão especial de preparar um povo para a Segunda Vinda de Jesus. Esse movimento foi profetizado em Isaías 40:1-5, como a “voz do que clama no deserto” preparando o caminho do Senhor; em Isaías 58:12, como o “reparador de brechas e restaurador de veredas” que restabeleceria verdades bíblicas esquecidas, entre as quais a santificação do sábado; em Malaquias 4:4-6, como o Elias que antecederia a vinda do Messias. Seu cumprimento foi predito em Apocalipse 14:6-12, com a tríplice mensagem angélica pregada nos últimos dias da história humana pelos “santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.
A missão da Igreja Adventista é a mesma de João Batista — preparar um povo para a vinda de Jesus, e ambos são objetos das profecias específicas de Isaías 40 e Malaquias 4. João Batista é, portanto, um modelo profético da Igreja Adventista, e grande ênfase é dada ao seu estilo de vida, especialmente em relação à comida, bebida e vestimenta (Mt 3:4; Mc 1:6; Lc 1:15). Isso pressupõe que um estilo de vida específico, ordenado por Deus, é um aspecto importante no cumprimento da missão do mensageiro profético que prepara a vinda do Senhor.

Recomendações

Com base nessa percepção das verdades bíblicas, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma seu compromisso com um estilo de vida cristã que represente seu chamado e sua missão diante do mundo e que seja uma resposta de coração à graça e ao amor de Deus. E, com o propósito de aconselhar e incentivar seus membros a crescerem na fé, a aprofundar sua experiência com Deus e a avançar no cumprimento da missão evangélica, faz as seguintes recomendações:

1. Vida de santificação

O cristão é chamado a consagrar a Deus todos os aspectos de sua vida. Como está escrito: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:13-16). Ao fazer a vontade do Mestre, “precisamos chegar ao ponto de reconhecer plenamente o poder e a autoridade da Palavra de Deus, quer ela concorde ou não com nossas opiniões preconcebidas. Temos um perfeito livro-guia. O Senhor nos falou a nós; e, sejam quais forem as consequências, devemos receber Sua Palavra e praticá-la na vida diária. De outro modo estaremos escolhendo nossa própria versão do dever e fazendo exatamente o oposto daquilo que nosso Pai celestial nos mandou fazer” (Ellen G. White, Manuscrito 148, 1902; ver Medicina e Salvação, p. 255, 256).

2. Crescimento espiritual

A santificação implica um contínuo processo de crescimento espiritual pela graça de Deus em Jesus, através da comunhão pessoal com Ele pelo estudo da Bíblia, pela prática da oração e pelo testemunho pessoal. O alvo é chegar “ao pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado ao outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:13-15). “Muitos têm a ideia de que devem fazer sozinhos parte do trabalho. Confiaram em Cristo para o perdão dos pecados, mas agora procuram por seus próprios esforços viver retamente. Mas qualquer esforço como este terá de fracassar. Diz Jesus: ‘Sem Mim nada podereis fazer’ (Jo 15:5). Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 69).

3. Pureza moral

Todo filho e filha de Deus deve conservar puros o coração e a mente (Sl 24:3, 4; 51:10), seguindo o modelo de Cristo: “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro.” (1Jo 3:3). O cristão deve evitar e rejeitar tudo que possa poluir sua mente e sua vida, levando-o a pecar. Duas exortações de Paulo servem para nortear suas escolhas: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); “Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8).

4. Recreação e mídia

Seguindo o princípio da pureza moral, o cristão deve evitar livros e revistas, programas de rádio, televisão, internet ou qualquer outro tipo de mídia, jogos ou equipamentos modernos cujo conteúdo possa poluir sua mente e coração. Deve-se evitar tudo que induza ao mal e promova violência, desonestidade, desrespeito, adultério, pornografia, vícios de toda sorte, descrença, uso de palavrões e linguagem obscena, entre outras coisas. O cristão não pode conformar-se aos valores comuns de um mundo profundamente corrompido pelo pecado, mas deve ser transformado pelo Espírito, renovando sua mente a fim de experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2; ver também 1Jo 2:15-17). Certos lugares públicos de diversão tais como estádios esportivos, teatros e cinemas, em sua programação habitual, são inapropriados para o cristão adventista. Vários fatores contribuem para essa avaliação negativa por parte da Igreja, dentre eles:
  • a falta de controle sobre o conteúdo que é apresentado ou o evento que está ocorrendo;
  • a psicologia de massa que muitas vezes leva alguém a seguir em uma direção que de outro modo não o faria;
  • o fato de todo o ambiente ser planejado para potencializar o impacto sobre o indivíduo e sua mente, facilitando a aceitação, geralmente imperceptível, de ideias e valores contrários à fé cristã;
  • o tempo e os recursos financeiros gastos nessas diversões que poderiam ser utilizados para outros fins mais condizentes com a fé e os propósitos de vida de um cristão;
  • o testemunho negativo que a frequência a esses lugares pode deixar na mente de membros e não membros da igreja. O conselho de Ellen White aos jovens acerca do teatro, no seu tempo, parece ainda mais pertinente hoje para todos os lugares de diversão: “Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios. [...] O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo das bebidas alcoólicas se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é abster-nos de ir ao teatro, ao circo e a qualquer outro lugar de diversão duvidosa” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 380).
A dança e os ambientes sociais como boates e outras casas noturnas são contrários ao princípio da pureza cristã, uma vez que excitam as paixões humanas, a luxúria e sedução. A dança é ainda comumente acompanhada do estímulo ao uso de bebidas alcoólicas, de drogas, da prática de violência e comportamento desenfreado. Sua promoção e prática não se harmonizam com os princípios cristãos adventistas, nem mesmo em um contexto particular, residencial, ou em atividades espirituais e sociais realizadas pela igreja.
A recreação através da música, seja ela religiosa ou não, também deve passar pelos critérios bíblicos da glorificação a Deus e qualidade do material em questão. Uma discussão detalhada desse assunto tão importante aparece nos documentos: “Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música”; e “Orientações com Relação à Música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul”, que você acessa clicando aqui.

5. Vestuário.

O vestuário cristão é claramente orientado nas Escrituras pelo princípio da modéstia e da beleza interior que implicam bom gosto com decoro. Os Adventistas do Sétimo Dia creem que os princípios acerca do vestuário que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 10 e 1 Pedro 3:3 e 4, em relação às mulheres cristãs, se aplicam tanto a homens como a mulheres. O cristão deve se vestir com modéstia, decência, bom-senso, evitando a sensualidade provocativa tão comum da moda, e sem ostentação de “ouro, pérolas ou pedras preciosas, ou vestuário dispendioso” (1Tm 2:9).
Esse princípio deve aplicar-se não apenas a roupas, mas a todas as questões que envolvem a aparência pessoal e seus enfeites. Tudo deve evidenciar a riqueza do “homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” (1Pe 3:4). “O caráter de uma pessoa é julgado pelo aspecto de seu vestuário. Um gosto apurado, um espírito cultivado, revelar-se-ão na escolha de ornamentos simples e apropriados. [...] É justo amar e desejar a beleza; Deus, porém, deseja que amemos e procuremos primeiro a mais alta beleza – aquela que é imperecível. As mais seletas produções da perícia humana não possuem beleza que se possa comparar com a beleza do caráter, que à Sua vista é de grande preço” (Ellen G. White, Educação, p. 248, 249).

6. Joias e ornamentos

Os princípios bíblicos da modéstia e da beleza interior, que aparecem em 1 Timóteo 2:9 e 1 Pedro 3:3, deixam bem claro que o cristão deve abster-se do uso de joias e de outros ornamentos, como bijuterias e piercing, e de tatuagens (Lv 19:28). Segundo a exortação bíblica, o cristão deve levar uma vida simples, sem ostentação, evitar despesas desnecessárias e estar livre do espírito de competição tão comum na sociedade. Esses princípios se aplicam às joias ornamentais. As joias funcionais, usadas segundo o contexto sociocultural, também devem seguir os mesmos princípios. Para o cristão, a autoestima e a valorização social estão fundamentadas no fato de o ser humano ter sido criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27); de cada individuo ser dotado de dons e talentos que lhes são únicos (Mt 25:14-29); e, sobretudo, por ele ter sido resgatado do pecado pelo mais alto preço possível no Universo, o precioso sangue de Cristo (1Co 6:20).
A busca de autoestima e valorização social por meio do uso de joias ou ornamentação externa conflita com a profunda experiência cristã que Deus deseja para Seus filhos e filhas (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Apesar de vários personagens bíblicos terem usado joias, o texto bíblico deixa claro que o seu abandono caracteriza um movimento de total reavivamento e reforma espiritual do povo de Deus (Gn 35:2-4; Êx 33:5, 6). É nesse contexto de reforma e reconsagração que os apóstolos Paulo e Pedro apontam a norma a ser seguida pelos discípulos de Cristo. Para os Adventistas do Sétimo Dia, essa norma deve ser ainda mais relevante, visto que nossa missão como o Elias profético nestes últimos tempos significa também simplicidade no vestuário (Mt 11:7-10; Mc 1:6; Lc 7:24-27). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).

7. Sexualidade humana

A sexualidade humana é apresentada na Bíblia como parte da imagem de Deus na humanidade (Gn 1:27), e foi planejada por Deus para ser uma bênção ao gênero humano (Gn 1:28). Desde o princípio, Deus estabeleceu também o contexto em que ela deve ser exercida – o casamento entre um homem e uma mulher (Gn 2:18-25; Hb 13:4). A Bíblia deixa claro que a sexualidade deve ser exercida com respeito, fidelidade, amor e consideração pelas necessidades do cônjuge (Pv 5:15-23; Ef 5:22-33).
O fiel adventista deve evitar também o jugo desigual, relacionando-se afetivamente e unindo-se em matrimônio somente com alguém que compartilhe sua fé (2Co 6:14, 15). As Escrituras claramente classificam como pecado as diferentes formas de sexo fora das diretrizes divinas, como:
  • o sexo pré-marital e a violência sexual (Dt 22:13-21, 23-29);
  • o adultério ou sexo extraconjugal (Êx 20:14; Lv 18:20; 20:10; Dt 22:22; 1Ts 4:3-7);
  • a prostituição, feminina ou masculina (Lv 19:29; Dt 23:17);
  • a relação com pessoas da mesma família ou crianças (Lv 18:6-17; 20:11, 12, 14, 17, 19-21);
  • a relação entre pessoas do mesmo sexo (Lv 18:22; Lv 20:13; Rm 1:26, 27);
  • o travestismo (Dt 22:5);
  • e a relação sexual com animais (Lv 18:23; Lv 20:15, 16).
As Escrituras também condenam:
  • o assédio sexual (Gn 39:7-9; 2Sm 13:11-13);
  • o exibicionismo sensual (Ez 16:16, 25; Pv 7:10, 11);
  • manter pensamentos e desejos impuros (Mt 5:27-28; Fp 4:8);
  • a impureza e os vícios secretos, como a pornografia e a masturbação (Ez 16:15-17; 1Co 6:18; Gl 5:19; Ef 4:19; 1Ts 4:7).
O argumento comum de que muitos desses comportamentos sexuais não eram aceitos na antiguidade, quando a Bíblia foi escrita, mas que hoje são socialmente aceitos e, portanto, podem ser até mesmo praticados pelos cristãos, demonstra falta de conhecimento da realidade entre os povos vizinhos do antigo Israel. O próprio texto bíblico é bem claro nessa questão. Levítico 18 diz que essas práticas eram comuns e aceitas no Egito e, mais ainda, na terra de Canaã (Lv 18:3, 24, 25, 27).
Deus condenou essas práticas, apesar de serem aceitas na antiguidade. Os israelitas deveriam viver segundo outro modelo de comportamento sexual, ou seja, o que está explícito nos mandamentos de Deus (Lv 18:4, 5, 26, 30). No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm sucumbido em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13); “não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6). “Os que põem em Cristo a confiança não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar contra o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer mediante o poder que Ele está disposto a nos comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).

8. Saúde

O corpo humano é o templo do Espírito Santo e o cristão deve glorificar a Deus em seu corpo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20; 10:31). O cuidado do corpo e da saúde faz parte da restauração da imagem de Deus no homem: “Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na Sua palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 114, 115).
Em Sua Palavra, Deus deu orientações claras acerca de comida (Gn 1:29; 3:18; 7:2; 9:3, 4; Lv 11:1-47; 17:10-15; Dt 14:3-21) e bebida (Lv 10:9; Nm 6:3; Pv 20:1; 21:17; 23:20, 29-35; Ef 5:18). A dieta vegetariana é o ideal de Deus para o ser humano (Gn 1-3) e também a abstinência de qualquer tipo de bebida alcoólica e de tudo que seja prejudicial à saúde humana, como bebidas cafeinadas e drogas (Êx 20:13; 1Co 3:17; 6:19; 10:31). As boas coisas que Deus criou para o ser humano devem ser usadas com equilíbrio e sabedoria (Pv 25:16, 27). As coisas más devem ser totalmente evitadas.
Alimentação adequada e abstinência de tudo que é prejudicial à saúde são dois dos oito remédios naturais que Deus prescreveu para a manutenção de uma vida saudável e equilibrada e para a cura de muitas doenças e sofrimento: “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino – eis os verdadeiros remédios. Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios terapêuticos naturais e da maneira de aplicá-los. [...] Aqueles que perseveram na obediência à suas leis ceifarão galardão em saúde de corpo e de alma” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 127).

Conclusão

As recomendações apresentadas neste documento são conselhos e orientações a serem seguidos com oração, como resultado de profundo relacionamento pessoal com Deus, na busca de Suas verdades e de Sua presença na primeira hora de cada dia. Elas não devem ser usadas como um elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal. A Palavra de Deus e os conselhos divinos que nos foram transmitidos pelo ministério profético de Ellen G. White nos exortam, como Adventistas do Sétimo Dia, a viver um estilo de vida que seja uma resposta de amor à bondade, à graça e ao infinito amor de Deus por nós. O fruto do Espírito deve permear todas as dimensões do nosso viver, proporcionando equilíbrio entre os aspectos interiores do ser e os exteriores do fazer. O resultado disso será nossa própria felicidade e bem-estar, e o desenvolvimento da nossa salvação em todos os aspectos desejados por Deus. E, por fim, estaremos lançando uma das bases fundamentais para o cumprimento de nossa missão profética, esperando em breve ouvir dos lábios do próprio Jesus: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).
Fonte: Reavivamento e Reforma