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domingo, janeiro 08, 2017

Qual a diferença entre hebreu, israelita e judeu?


Muitas pessoas, principalmente do ocidente, ainda se confundem sobre a diferença entre os termos: hebreu, israelita e judeu. Vamos entender de forma resumida a origem e significado dos nomes e também um pouco da história por trás desse povo ao qual estes três nomes se referem.

Hebreu (עברי, em hebraico)
A primeira vez nos livros de Moisés (Torá, para os judeus; Pentateuco, para os cristãos) em que o termo “hebreu” aparece é no livro de Gênesis, referindo-se, exatamente, ao pai deste povo, Abraão:
"Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão." (Gênesis 14:13)
Embora a tradição judaica ofereça pelo menos duas correntes para explicar o nome, vamos considerar aquela que é mais aceita pela maioria dos teólogos. Ela se refere aos descendentes de Héber (עֵבֶר em hebraico). O capítulo 10 de Gênesis fala dos descendentes de Noé e das nações que se formaram a partir deles. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafé, além de outros mais que nasceram depois do dilúvio. Héber foi um dos trisnetos de Sem, filho de Noé.

O nome de Héber é importante porque, segundo a tradição judaica, foi graças a ele que a língua que eles falam foi preservada por Deus. Segundo a tradição judaica, Héber teria se recusado a participar da construção da Torre de Babel e, portanto, o idioma hebraico foi preservado e recebeu este nome em homenagem a Héber, e desta forma, deu também nome ao povo que falava Hebraico, o povo Hebreu. Algumas pessoas tem dificuldade em entender Gênesis 10:5, 10:20 e 10:31, pois estes versículos parecem trazer uma contradição ao citarem povos com suas próprias línguas antes do capítulo 11, que é o capítulo que informa que só havia uma língua na Terra, sendo que é neste mesmo capítulo que é descrito como e porque houve a divisão das línguas. 

A resposta é que a narração não é cronológica, mas sim tópica, como se fosse um adendo, ou uma observação do autor. Para sustentar isso, podemos ler Gênesis 10:25, que apresenta um dos filhos de Héber: Pelegue. Héber teve dois filhos: um foi Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o outro foi Joctã. (Gênesis 10:25)

Existe um motivo para Pelegue ter este nome. Pelegue (פלג, em hebraico) significa separar, dividir. Assim, é muito provável que ele tenha recebido este nome em relação ao ato da criação das várias línguas no evento da Torre de Babel, que dividiu completamente o mundo em grupos linguísticos específicos. Vale salientar ainda que existem indícios extra-bíblicos, como por exemplo – as tábuas sumérias – que relatam a existência de apenas uma língua universal no mundo antigo.

Assim, podemos dizer que “hebreu”, da perspectiva etimológica, provem de Héber. No que diz respeito ao grupo de pessoas, podemos dizer que “hebreu” é o povo que descende de Sem, filho de Noé. Ou seja, é o povo semita. Por isso, que atualmente vemos o uso de antissemitismo como uma postura contrária ao povo judeu.

Israelita (ישׁראל, em hebraico)
O termo “israelita” é a versão em português do termo “filhos de Israel” (Bnei Yisrael), que aparece várias vezes na Bíblia (são 608 vezes em traduções como a Almeida). Assim, a melhor maneira de entender o significado de israelita é procurar o significado de Israel.

O nome “Israel”, que no hebraico significa “lutar com Deus”, foi atribuído a Jacó:
"E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel." (Gênesis 35:10)
Quem foi Jacó? De acordo com a Tanakh (escrituras judaicas) e o Corão (escrituras islâmicas), Isaac foi o único filho de Abraão com Sara. Isaac, por sua vez, teve dois filhos com Rebeca, sendo Jacó e Esaú. Enquanto a descendência de Esaú formou os Edomitas, a descendência de Jacó gerou os israelitas (Lembrando que Jacó teve o nome mudado para Israel).

Assim, israelita é o povo descendente de Jacó. Jacó, juntamente com seu pai (Isaac) e avô (Abraão), são considerados os patriarcas dos filhos de Israel, os israelitas. O próprio Deus confirma isso, anos depois, a Moisés:
"Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó." (Êxodo 3:6a)
Jacó teve 12 filhos com 4 mulheres diferentes (Gênesis 49), além de uma filha (Gênesis 30:21), e teve 70 descendentes diretos (Êxodo 1:5).

Judeu (יְהוּדִי em hebraico)
Para entender o significado do termo “judeu“, temos que primeiro entender que dos 12 filhos de Jacó surgiram as 12 tribos de Israel. Abaixo está um mapa com as doze tribos de Israel por volta do ano 1.100 a.C, conforme nos informa o livro de Josué:

Pode-se notar que uma dessas tribos é a de Judá. O termo “judeu” está ligado ao nome Judá, mas não quer dizer que ele se refira apenas ao povo desta tribo. O termo “judeu” se refere ao povo de todas as 12 tribos. Vamos ver o porquê disso.

Conforme vemos no livro de Ester, esta tribo foi predominante durante o período que antecedeu o retorno daquele povo à terra prometida, assim como durante os primeiros anos deste retorno, conforme os livros de Esdras e Neemias. O fato que justifica o uso generalizado do termo judeu é que havia a predominância da tribo de Judá neste período, assim todo o povo das doze tribos passou a ser chamado de judeu.

Embora as primeiras aparições no nome “judeu” em muitas traduções das Escrituras só se deem no livro de 2 Reis 16:6 e 2 Reis 25:25, no hebraico a tradução mais adequada seria “homens de Judá”. Apenas nos livros de Esdras, Neemias e Ester é que podemos dizer que há efetivamente a utilização deste termo no sentido de povo das doze tribos.

Conclusão
Agora, fica entendido que Hebreu originou-se de Héber; que Israelita originou-se de Jacó; e que Judeu originou-se da tribo de Judá. Todos esses termos têm o mesmo objetivo: referir-se ao povo escolhido por Deus, embora em épocas diferentes.


Abandonem o cristianismo!!!


Abandonem o cristianismo que se esqueceu da Bíblia, que não lê, que não ouve, que não medita e que não obedece a Palavra de Deus. 

Abandonem o cristianismo que fez da oração um negócio, uma troca, e não uma comunhão constante com o nosso Pai onde a maior benção é o próprio Deus.

Abandonem o cristianismo da grande omissão, onde não há proclamação, não há testemunho, não há discipulado.

Abandonem o cristianismo sem cruz, sem renúncia, sem perdas, sem entrega, sem morte.

Abandonem o cristianismo de fim de semana, só da aparência; o cristianismo teatral que vai a igreja, mas não sabe ser a própria igreja.

Abandonem o cristianismo dos eventos que trazem novidades, mas não produzem santidade, que fazem movimento, fazem barulho, mas não produzem comprometimento.

Abandonem o cristianismo que transformou o culto em show, que transformou o homem no centro e na razão do culto.

Abandonem o cristianismo onde Jesus não é mais o Senhor, a cabeça do corpo, onde quem manda são líderes mal intencionados, as famílias mais antigas ou maiores da igreja.

Abandonem o cristianismo onde as pessoas buscam títulos, cargos, posições privilegiadas, e não querem o mais nobre título “servos de Jesus Cristo”.

Abandonem o cristianismo onde as pessoas não são transformadas, não mudam seu jeito de falar, seu comportamento, suas ações e reações.

Por favor, faço um apelo que abandonem esse “cristianismo” vivido por pessoas que querem ser chamadas de “evangélicas”, mas não de cristãos, não mais de discípulos de Cristo, não mais de servos.

Abandonem esse Cristianismo, ou melhor, voltemos ao Evangelho puro e simples de Jesus Cristo!


Pr. Samuel Amaro dos Santos (via O Jornal Batista, Edição 47, p. 4)

Fonte: Mega phone adv

sexta-feira, agosto 01, 2014

Papa pede perdão por perseguições aos pentecostais

O papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais, durante viagem à cidade de Caserta (no sul da Itália), onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino. A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante. “Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice. Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos. Desta vez, Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.

O Papa também pediu que os cristãos ajudem os mais fracos e os necessitados, e que caminhem ao lado de Deus. “Não compreendo um cristão que está quieto, o cristão deve caminhar. Há cristãos que caminham ao lado de Jesus, mas em alguns momentos não caminham na presença de Jesus. Isso é porque são cristãos que confundem caminhar com andar, são errantes”, ponderou.

Após o ato, que durou cerca de hora e meia, o papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.

Francisco saiu esta manhã de helicóptero da Cidade do Vaticano e aterrissou em Caserta às 10h15 (5h15 de Brasília), no heliporto da Escola de Suboficiais da Aeronáutica Militar italiana no Palácio Real de Caserta, e seguiu de carro até a casa do pastor. Após essa conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica da reconciliação de Caserta, onde alguns fiéis curiosos aguardavam a chegada do papa. Francisco os cumprimentou antes de entrar na igreja, onde a reunião aconteceu longe das câmeras.

(G1 Notícias)
  

Nota: Francisco é o primeiro papa a visitar uma igreja pentecostal, e continua firme em sua campanha para curar feridas do passado e angariar apoio à sua causa ecumênica. A julgar pelos resultados, tem tido enorme sucesso em pouquíssimo tempo. [MB]


Fonte: Criacionismo

sexta-feira, outubro 11, 2013

Budismo em sua casa

A Rede Globo de Televisão lançou nestes últimos dias mais uma novela comprometida com a espiritualidade “new age”, uma visão religiosa plural defendida por vários autores de telenovelas, com forte influência das religiões orientais, dissociada de qualquer conceito bíblico e oposta à visão cristã acerca de Deus. A novela “Joia Rara” se propõe a ser mais que um folhetim das seis horas interpretado por artistas famosos. Dessa vez, o budismo é a religião focalizada, enquanto a trama se desenvolve, com forte ênfase na doutrina da reencarnação. Uma simples comparação entre personagens identificados como evangélicos nas novelas da Rede Globo e aqueles que são identificados como adeptos de outras religiões, demonstra intenções que ultrapassam a mera produção de arte na emissora de TV. Os evangélicos são apresentados de forma caricaturada, enquanto que a forma bela e até mesmo inocente é preferida para retratar personagens identificados com o espiritismo, o hinduísmo, o budismo e outras expressões religiosas que se harmonizam com o pensamento dos telenovelistas.

Os evangélicos são, geralmente, pessoas ignorantes, hipócritas e pobres, enganados por seus líderes. Os representantes assumidos de outras religiões são pessoas bondosas, esclarecidas e bem resolvidas. Não é sem motivo que monges budistas no Brasil estão comemorando a estreia do novo atrativo das seis. A novela apresentará o estilo de vida dos monges budistas no Himalaia e a surpreendente reencarnação de um Lama, líder budista tibetano, numa criança brasileira que ocupará o centro das atenções na novela.
Mais uma vez, uma telenovela se torna veículo de doutrinamento, apresentando a reencarnação como um conceito religioso coerente. Vale a pena assistir uma novela com essa inspiração religiosa e envolver-se com tantos conceitos que afrontam a Palavra de Deus? Dar audiência a essa novela é contribuir com a destruição de valores morais e espirituais já tão combalidos em nossos dias. Manter a TV ligada nessa novela é o mesmo que aceitá-la e promover sua influência sobre nossas crianças.

Essa e muitas outras novelas despertam em seus espectadores a atenção para disputas desonestas, imoralidade sexual, materialismo e conceitos religiosos divorciados da fé cristã. Não devemos contribuir com um projeto que visa à desconstrução de valores cristãos. Invista tempo em outras joias que temos à disposição. Desligue a TV e faça o culto doméstico. Visite uma pessoa querida que você não vê há algum tempo. Leia um bom livro. Acesse sites com conteúdo saudável. Prepare-se nesse horário da novela das seis para participar das atividades noturnas de sua igreja, lugar em que um tesouro valioso e eterno está à sua espera.

Você decide se vai querer budismo em sua casa ou Jesus Cristo reinando em seu coração e no coração dos seus familiares.

Por Jonatas de Souza Nascimento, O Jornal Batista, edição 40, p. 14

domingo, março 17, 2013

Da ferida não resta nem cicatriz


Semana passada, ao assistir no Jornal Nacional à reportagem sobre acusações feitas contra o papa Francisco de ele ter supostamente certo envolvimento com a ditadura na Argentina, pude perceber a “vontade” de inocentá-lo (e não estou dizendo que ele tem culpa). Patrícia Poeta concluiu a matéria com ar de “estão vendo como o papa não tem culpa?”. Desde que foi eleito, Jorge Mario Bergoglio tem contado com a simpatia geral e da mídia, em especial – principalmente a brasileira. E as semanais provam isso. A revista Veja desta semana destaca a humildade de Francisco (e a escolha não ocasional de seu novo nome) – “Acessível a todos, Francisco é lembrado por sua humildade”.

A revista traz, entre outros, o depoimento do jesuíta Mario Rausch, de 60 anos, que trabalha na Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, da qual Bergoglio foi professor e reitor: “Estou convencido de que Bergoglio aceitou enfrentar esse desafio ao reconhecer que essa não é apenas uma decisão dos cardeais, mas uma decisão de Deus, a que não se pode dizer não. Sabemos que não vai ser fácil enfrentar os problemas por que passa o Vaticano hoje. Mas acreditamos que o papa Francisco fará um bem enorme à Igreja. E nós, jesuítas, nos colocamos à diposição para acompanhá-lo nesse novo caminho.”

Hoje o papa celebrou sua primeira missa de domingo, em uma pequena paróquia do Vaticano e não na basílica de São Pedro. Segundo Veja, antes de entrar na igreja, Francisco cumprimentou os devotos que se aglomeravam do lado de fora, gritando “Francesco”, seu nome em italiano. No fim da missa, ele esperou do lado de fora da igreja e saudou as pessoas que saiam, como faz um padre. Pediu a várias pessoas que orassem por ele.

A revista IstoÉ publicou: “Dentre suas paredes milenares, a Igreja abalada por uma crise sem precedentes... esperava a escolha de seu líder. Na praça, o rebanho orava com fé e esperança. Estava prestes a surgir um papa novo para um novo mundo [um papa para o mundo?!]. E ele veio, humilde, e pediu a bênção dos fiéis.” Mais apoteótico e ufanista, impossível. Mas tem mais: “Eis o primeiro papa latino-americano da história, o primeiro não europeu em quase 1.300 anos. Eis o primeiro jesuíta a sentar-se no trono de Pedro. Eis o primeiro a adotar, para comandar a Igreja Católica, o nome Francisco. Eis o início de uma era, a era franciscana.” [Uma nova era?!]

A reportagem com tons quase literários, traz ainda o seguinte: “Enfim, o pontífice solta a voz e a chama da mudança, tão necessária para a alquebrada Igreja Católica, acende com suas palavras, espantando a garoa fina que cai sobre o Vaticano. ‘Fratelli e sorelli, buona sera.’ Um pastor que diz boa noite a seu rebanho é um papa ‘do fim do mundo’, como ele próprio se definiu – com o arremate de um sorriso afetuoso, que definitivamente conquistou os cristãos presentes à praça. ‘É um homem santo’, ouvia-se. Se ainda havia tensão, pela espera da fumaça branca; espanto, pela rapidez da escolha, em 26 horas e cinco escrutínios, e pelo anúncio do nome improvável; e, para muitos, decepção, por não ser um italiano depois de 35 anos, tudo havia se dissipado naquele momento. [...] A barca de Pedro está atualmente em águas tão tormentosas que os príncipes do Vaticano preferiram entregar sua direção para uma figura que lhes dê total segurança. [...] Com a saída de Bento XVI e a assunção de Francisco, o Vaticano troca um intelectual por um homem das ruas, um pastor. A teoria e a doutrina cedem espaço à prática evangelizadora.”

Tudo indica realmente que esse novo papa caiu na simpatia popular e da imprensa. Todos têm destacado sua simplicidade e potencial evangelizador, justamente do que a Igreja Católica mais precisa nestes tempos em que a perda de fieis tanto preocupa seus líderes.

O potencial ecumêmico de Francisco também é grande, haja vista a declaração sinalizadora do conhecido líder evangélico pastor Rick Warren. Em seu Twitter, ele escreveu: “Bem-vindo, papa Francisco. #HabemusPapam Você tem nossas orações.”

O presidente norte-americano também se manifestou, dizendo: “Estou ansioso para trabalhar com Sua Santidade para fazer avançar a paz, a segurança e a dignidade dos nossos companheiros seres humanos.”

Na próxima terça-feira, dia 19, será realizada a missa de inauguração do pontificado de Francisco. O governo italiano espera que mais de um milhão de pessoas compareçam à Roma para acompanhar a cerimônia. SegundoVeja, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confirmou presença, assim como a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o vice-presidente americano, Joe Biden.

Como se pode ver, da “ferida mortal” (Ap 13:3) causada pelo poder napoleônico em 1798, não resta sequer cicatriz. Com o novo papa, a influência da Igreja Católica nos rumos do mundo só tende a crescer, conforme anteviu Ellen White, há mais de cem anos:

“‘Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Ap 13:3). A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: ‘A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2Ts 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida’ (Ap 13:8). Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma [...] A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou” (O Grande Conflito, p. 579, 580). 


O teólogo Sérgio Santeli aponta três evidências da cura da ferida:

1) Desde a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929, quando a Santa Sé passou a ser reconhecida como um estado independente, 176 países já estabeleceram relações diplomáticas com a Sé papal.

2) Após a publicação do documento final da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), realizada de 13 a 31 de maio em Aparecida do Norte, SP, a mídia divulgou que Bento XVI viu “com particular apreço as palavras que exortam a dar prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais”, contidas nesse documento.

3) O Vaticano divulgou um documento no qual afirma que “fora da Igreja Católica não há salvação”. Por meio desse documento, o Vaticano demonstra explicitamente qual é sua verdadeira intenção, ou seja, readquirir a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média. Segundo o próprio Vaticano, só assim “poderá chegar à unidade de todos os cristãos ‘em um só pastor’ (Jo 10:16) e sanar essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história”.

Eu acrescentaria um quarto ponto:

4) A simpatia e a simplicidade (aliadas à tenacidade e persistência de um jesuíta) de Francisco podem ser de grande valia nesse propósito, embora o mundo extasiado e embevecido com a escolha do novo papa mal se dê conta de todos os interesses por trás das aparências e do espetáculo.

Assim como a IstoÉ mencionou, a revista Época, em uma de suas reportagens especiais da edição deste domingo (que dedica 48 páginas ao assunto), trouxe o título “O papa do fim do mundo”. Bergoglio se referiu à sua origem argentina, mas bem que podia estar se referindo a outra coisa...

Michelson Borges 

Nota: Fico pensando o que seria de outra igreja que tivesse um banco, e que esse banco estivesse sendo acusado de corrupção... A imprensa "cairia de pau". Fico pensando também o que seria de qualquer outra igreja com tantos líderes condenados por pedofilia... A imprensa "desceria o verbo". Mas há outro aspecto, e sobre esse nem preciso pensar muito, pois o contraste é gritante: Bergoglio disse certa vez que "o casamento gay é um movimento do diabo". O pastor evangélico Silas Malafaia não chegou a tanto, embora seja bastante contundente em suas declarações, mas quem foi "detonado" pela mídia? Isso mesmo, o pastor. Por que a instituição papal é tão suave e desproporcionalmente criticada e tão poupada? Porque "todo o mundo ficou maravilhado" (Ap 13:3, NVI) com o espetáculo midiático proporcionado pelo papado e sua influência crescente. A conivência da imprensa salta aos olhos (no Brasil, tem até emissora parecendo "assessora direta do Vaticano"), mas isso também é profético.[MB]



sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Intolerância religiosa: crime inafiançável


A revista Free São Paulo (ano 2, nº 63, de 24 de janeiro) tem uma nota que ajudou a reforçar minha compreensão a respeito do conceito que vai se formando em torno das palavras “fundamentalismo” e “intolerância”, e das implicações disso para aqueles que ainda insistem em defender a verdade absoluta encontrada na Bíblia Sagrada. Segue abaixo a nota da página 4:

“Situações que ocorrem no dia a dia do nosso país nos remontam à Idade Média. Uma delas é a intolerância religiosa, que parece ter se perpetuado com o tempo. Dados preocupantes foram revelados durante a semana pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. As denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 cresceram mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011. Embora signifique um aumento de 625%, a própria secretaria destaca que o salto de 15 para 109 casos registrados no período, não representa a real dimensão do problema.

“Ou seja, o buraco é mais embaixo. Há muito mais denúncias que não chegam ao conhecimento do poder público, mesmo existindo a Lei 9.459, de 1997, que considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.

“O preconceito é generalizado e ele parte, muitas vezes, de grupos religiosos que acreditam ter nos seus ensinamentos a ‘verdade absoluta’. Deus é único, independente do nome que Ele receba, e a verdade nunca foi absoluta.

“A intolerância religiosa é um atraso dos mais vergonhosos e contra ele existem o ecumenismo e o respeito à crença (e até à descrença) de cada um. É inconcebível julgar alguém por aquilo que ele acredita, ou não acredita. Já é tempo de darmos um basta nesse crime.”

Nota: Você percebe como uma lei que se propõe defender a crença alheia pode se voltar contra certos religiosos? Se todos têm direito à crença e à descrença, por que não se pode crer que se tem a verdade? Por que essacrença é perigosa? E se a verdade nunca foi absoluta, como defende o texto, por que devo acreditar na verdade que eles procuram defender? Qual a base moral para a sustentação dos argumentos do texto, se o relativismo parece ser a filosofia da revista? Evidentemente que a intolerância que segrega, que incentiva a violência e o preconceito deve ser, sim, combatida. Mas isso não é novo. A religião cristã (não aquela mal vivida por falsos cristãos) há muito tempo prega o amor ao próximo, independentemente de quem seja ele e do que creia ou não. Posso ser tolerante, respeitador e não concordar com a crença alheia. Qual o problema nisso? Posso ser tolerante e não concordar com a religião água com açúcar do ecumenismo. E aí? Vão me prender por causa disso? Quem estará sendo realmente intolerante, nesse caso?[MB]

Fonte: Criacionismo

sábado, março 10, 2012

Religião sem máscara

Os escribas e fariseus eram adeptos da religião do faz de conta. Achavam que a prática de rituais fosse indício de religião autêntica. Mas, certo dia, eles foram desmascarados por Alguém que, usando um infalível aparelho de ressonância espiritual, viu cada centímetro quadrado da matéria putrefata em que consistia a vida deles: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23:27).
Não há muita diferença entre os “sepulcros caiados” do tempo de Jesus e os de hoje. Existe muita caiação religiosa entre nós. Essa postura merece um nome nada agradável: hipocrisia.
Os hipócritas gostam de se vangloriar. Além disso, não se apercebem de que constituem um entrave ao crescimento espiritual da igreja e à obra de evangelização. Algumas pessoas saem da igreja porque se escandalizam com a religião do faz de conta. O prejuízo causado por uma religião de epiderme é tão grande que Jesus deu nome ao cemitério dos escandalizadores: “profundeza do mar”(Mt 18:6). Contudo, não nos cumpre decidir quem deve ir para esse lugar, porque presunção espiritual também causa escândalo.
Vamos dar alguns exemplos de sepulcros caiados, a fim de nos prevenirmos contra a síndrome da religião de aparência.
É tempo de sermos formosos por fora e por dentro
1. Faça o que digo, mas… Todos nós conhecemos o ditado: “Faça o que digo, mas não faça o que faço.” No lar, na escola e na igreja, o abismo entre as coisas que ensinamos e as que deixamos de fazer é um desserviço à obra do Senhor.
Na minha adolescência, trabalhei numa fábrica de alimentos. Todos os dias eu conversava com um funcionário que, aparentemente, era honesto. Com a boca, ele defendia os princípios da igreja e, com as mãos, se esmerava no trabalho, mas tinha o hábito de furtar produtos da fábrica! Quando eu soube disso, fiquei decepcionado, mas, com o passar do tempo, entendi que meu grande exemplo é Jesus.
A igreja perde muito quando alguns exigem isso e aquilo dos membros, mas não praticam o que ensinam.
2. Sou mais santo do que você. Essa atitude é também comprometedora, pois caracteriza aqueles que se ufanam de sua religiosidade. Alguns optam pela aparência exterior, como se isso fosse sinal de vida espiritual exemplar. Exaltam regras e normas, tentando segui-las à risca, mas negligenciam o desenvolvimento das virtudes cristãs.
No campo do estilo de vida, tais pessoas são reducionistas, pois acham que não comendo isso nem bebendo aquilo são cristãos genuínos. Sim, precisamos de uma reforma na área de saúde, mas esse processo começa pelo coração. Em primeiro lugar, o coração de pedra precisa ser transformado em coração de carne. Depois, vem a luta contra a carne. Não nos esqueçamos de que Deus é quem deve ser glorificado: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, [...] e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:19, 20).
3. O que me interessa é aparecer. Característica marcante dos portadores da síndrome de “sepulcros caiados” é o desejo de serem vistos. Ora, a igreja é lugar para serviço desinteressado, não para culto ao ego. Há pessoas que, se não estiverem na posição de comando, não servem para nada. Isolam-se e veem defeito em tudo. O que, na verdade, desejam é mostrar suas habilidades e ser elogiadas por sua capacidade empreendedora. Essa atitude também esconde um homem interior putrefato, carente do poder regenerador do Espírito.
A grande motivação de uma pessoa transformada interiormente é o desejo de proclamar, pelo exemplo e por palavras, a superioridade e excelência do Filho de Deus: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5:12).
Conclusão – Quando nos despojarmos das máscaras mencionadas acima, reconheceremos nossa indignidade e passaremos a depender do poder do Alto. Então, seremos formosos por fora e por dentro.

Rubens Lessa é editor da Revista Adventista.rubens.lessa@cpb.com.br
Fonte: Sétimo Dia

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Papa afirma que Deus é responsável pelo Big Bang


A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira. “O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos”, disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania, o dia em que a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu. “Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do criador, a criatividade inesgotável de Deus”, disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro. Nos casos anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores do Cern, centro de pesquisas nucleares em Genebra, vêm esmagando prótons juntos em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra - e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas Bento disse que algumas teorias científicas são “mentalmente limitadoras” porque “chegam apenas até certo ponto ... e não conseguem explicar a realidade última”.

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta. “Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade [...] só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do céu e da terra”, disse ele. Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência - rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia [na verdade, contestando as palavras da Igreja Católica da época, já que a Bíblia nada diz de científico sobre isso].

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo - a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia - e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico. [A Igreja Católica está ajudando a criar uma “cobra” e parece não se dar conta disso...]

(UOL)

Nota: Os cientistas acreditam que o universo tenha surgido de determinada maneira e então realizam experiências meticulosa e inteligentemente calculadas para obter o resultado desejado. Isso me lembra, de algum modo, a experiência desacreditada de Urey-Miller, já que os cientistas projetaram inteligentemente o experimento para obter o resultado desejado e não testaram o que não pode ser observado. A teoria do Big Bang (à semelhança da macroevolução) está longe de ser consenso, por isso acredito que o papa se coloca em posição complicada ao defender esse modelo de origem para o universo. E se um dia um ou mais cientistas provarem que o modelo está equivocado? Como ficará a tal “infalibilidade papal”? Vale a pena abrir mão da revelação divina para abraçar teorias mutáveis, muitas das quais discordam do relato bíblico? Quando o papa João Paulo 2º deu sua bênção ao darwinismo, na década de 1990, isso me pareceu uma tentativa conveniente de conciliação para evitar confrontos filosóficos, o que não é possível para aqueles que creem na historicidade dos primeiros capítulos de Gênesis e não adotam a teologia liberal. O medo de injustiçar cientistas como Galileu está fazendo o papa ir a outro extremo perigoso.[MB]

Fonte: Blog Criacionismo

terça-feira, setembro 01, 2009

Acordo entre Brasil e Vaticano passa na Câmara

Sob protestos do PSOL e do PPS, o plenário da Câmara aprovou na noite [de] quarta-feira (26) a ratificação de acordo entre o Brasil e o Vaticano, que prevê a instituição do ensino religioso em escolas públicas, isenções fiscais e imunidade das instituições religiosas perante as leis trabalhistas. Assinado no final do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Papa Bento XVI, o acordo prevê também a manutenção, com recursos do Estado, de bens culturais da igreja católica, como prédios, acervos e bibliotecas. Criticado por amplos setores da sociedade, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o texto acabou aprovado em votação simbólica após a costura de uma negociação com a bancada evangélica, muito forte no Congresso, para estender os privilégios às demais religiões. O acordo seguirá agora para apreciação do Senado.
(
Portal ORM)
Segundo matéria publicada na
Folha Online, evangélicos argumentaram que a palavra "católico" não trata as religiões igualmente. O Ministério da Educação também criticou o ponto, porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ao falar sobre ensino religioso, não cita nenhuma fé específica e também veda a promoção de uma religião. Reportagem da Folha, publicada na edição do último dia 27, afirma que os deputados discutiram sobre a possibilidade de fazer uma ressalva, retirando a palavra do texto. Ao final, fechou-se um acordo para aprovar o texto na íntegra. No entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a ressalva só seria possível se validada pelo Vaticano.
Leia também:
"Análise do tratado Brasil-Vaticano"

segunda-feira, agosto 17, 2009

A democracia ganha; a religião perde

A troca de acusações entre as emissoras Globo e Record teve pelo menos um ponto positivo: revelou os bastidores do que antes era conhecido apenas em livros-denúncia. Se a Record se valeu de verbas oriundas de dízimo e ofertas de milhares de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, a Rede Globo foi beneficiada por verbas públicas em sua eterna relação com o poder. Longas reportagens em telejornais de ambas as emissoras escancararam isso para milhões de telespectadores. Ganha a democracia, ganha a liberdade de imprensa, quebra-se o monopólio da comunicação, ganha a sociedade que fica sabendo da falta de lisura daqueles que deveriam ser exemplo de ética e honestidade. Mas perde a religião.
Na reportagem do Jornal Nacional que deu origem à briga, foram exibidas cenas lamentáveis de pastores recolhendo sacos de dinheiro e fazendo caretas prazerosamente debochadas para as câmeras. Quando deu o troco, a Record perdeu a chance de mostrar outra face da Universal. O que fez foi reforçar ainda mais o estereótipo da igreja cujo reino é mesmo deste mundo. Escolheu personagens para tentar ilustrar o que a denominação tem de bom, e a impressão que deu é a de que o lado bom da Universal é fazer com que a conta bancária de seus adeptos engorde milagrosamente, desde que eles ajudem a encher os cofres da igreja.
Ninguém falou em volta de Jesus, pregação do evangelho, estilo de vida e renúncia, conceitos comuns nos Evangelhos. Ao contrário, a tônica é sempre a teologia aberrante da prosperidade, como se a conversão fosse garantia de enriquecimento. Textos bíblicos como “no mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (João 16:33); “não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu” (Mateus 6: 19-21), e outros mais, parecem passar longe do ideário dos líderes da Universal.
No meio desse fogo cruzado estão pessoas sinceras que buscam paz e esperança. É o caso do entrevistado na matéria da Record que tentou suicídio, mas mudou de ideia quando ouviu um pastor falando na TV. Deus lida com cada pessoa individualmente e vê o coração, por isso não podemos julgar a sinceridade delas. Mas podemos esperar que justiça seja feita contra esses líderes que se refestelam com o dinheiro suado de seus seguidores, construindo mansões enquanto muita gente dentro e fora do rebanho passa fome e amarga dívidas.
Resta esperar que funcione o bom senso daqueles que assistem a tudo nos sofás das salas de estar. Verdadeiros seguidores de Jesus entendem que é necessário, acima de tudo, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. As demais coisas – casa, comida, roupa, etc. – lhes são acrescentadas pelo trabalho honesto e pela bondade e sabedoria de Deus (cf. Mateus 6:33). As bênçãos prometidas aos dizimistas em Malaquias 3 não dizem respeito apenas à prosperidade financeira, que o Senhor sabe a quem conceder ou não. Seguindo o estilo de vida proposto pela Bíblia e sendo liberal com a causa de Deus e com as necessidades do semelhante, a pessoa terá também paz, saúde e bons relacionamentos - bênçãos impagáveis.
Finalmente, que os espectadores tenham sensibilidade para perceber que nem todo pastor é ganancioso, assim como nem toda igreja visa ao lucro e nem todo padre é pedófilo. E que Deus ajude os sinceros a ter discernimento e a encontrar a pérola de grande valor em meio a tanta sujeira.
Michelson Borges
Leia também:
"Entre Globo e Record, qual a pior?"

quarta-feira, agosto 12, 2009

Por dentro da mente dos bebês

A revista Época de 8 de agosto traz a seguinte matéria de capa: "Novos estudos revelam que eles [os bebês] entendem o mundo melhor do que os adultos." Entre tantas conclusões, os pesquisadores identificaram que os bebês demonstram qualidades morais inatas. As pesquisas científicas indicam que nascemos com um delimitado código moral e noções mensuráveis de certo e errado. Essa matéria tem uma mensagem para nós, adultos, alfabetizados e conhecedores de um certo tanto. E a mensagem é que Deus tem uma aliança com os homens. "Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo" (Jeremias 31:33).
"Porei as Minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos" (Hebreus 10:16). "Resguarda o testemunho, sela a lei no coração dos Meus discípulos" (Isaías 8:16). "Eis que hoje Eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos mando; porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Deuteronômio 11:26-27).
Deus clama pela nossa obediência. Ele quer nos salvar e nos preservar dos infortúnios desta vida. Em Mateus 22:34-40, Jesus resumiu os Dez Mandamentos em dois, pois a primeira tábua da lei, contendo os quatro primeiros mandamentos, fala da nossa relação com Deus; e a segunda tábua, contendo os seis últimos, trata da nossa relação com o próximo.
"Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os Teus olhos. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável" (Salmo 51:4, 5, 10). Eu quero ser um vaso novo, um bebê que sabe exatamente o que deve fazer e o faz por amor ao Pai.
"Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detêm no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e na Sua Lei medita de dia e de noite" (Salmo 1:1, 2). Leia o Salmo 119, 1 João 2:4, Êxodo 20:1-17 e decida pela bênção! Deus abençoe os pequeninos, pois deles é o reino dos céus. "Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:4).
(Joeli Gerva é colportor-evangelista)
Fonte: Blog Criacionismo

segunda-feira, junho 15, 2009

Antes de Cristo existia religião?

A ciência tem comprovado que o ser humano é religioso por natureza. Deus nos criou com o desejo de adorá-Lo, mas o pecado corrompeu inclusive a espiritualidade da humanidade. Assim, ao invés de saciar o desejo de adorar alguém cultuando o verdadeiro Criador (Dt 6:4), as várias culturas criaram para si divindades de prata, ouro, pedra e madeira. E isso milênios antes de Cristo.

Existiram muitas "religiões" antes de o Salvador ter vindo a este mundo. Mas elas eram crenças culturais e não denominações religiosas organizadas, como as de hoje. Dos ensinos e sistemas filosóficos que existiram antes de Cristo, apresento alguns:

Paganismo greco-romano: Surgiu por volta do século 3 a.C. e se destacava entre o Império Romano até a ascensão do cristianismo. Cultuava vários deuses, inclusive os "espíritos" dos mortos. Refutação bíblica a essas doutrinas: Êxodo 20:2-6; Isaías 8:19, 20.
Religião egípcia: Surgiu aproximadamente 3.000 anos a.C. e cultuava vários deuses mitológicos, entre eles Amon (deus criador do Universo), Hórus (deus Falcão), Ísis (deusa do amor), Rá (deus do Sol), etc.
Judaísmo: A origem pode ser atribuída a Moisés, por volta do século 15 a.C. O judaísmo aceita os 39 livros do Antigo Testamento e rejeita o Novo Testamento (há grupos judeus, hoje, que aceitam toda a Bíblia). Refutação bíblica ao ensino de que o Novo Testamento não é de Deus: 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 3:15, 16.

Islamismo: Surgiu por volta de 632 d.C. graças a Maomé, um mercador da Arábia. É uma religião monoteísta (acredita em um só Deus), diferente de algumas mencionadas no presente estudo. Não creem na divindade de Jesus Cristo e ensinam que Ele foi apenas um profeta. Refutação bíblica a essa doutrina: João 1:1-3 e 14; Colossenses 2:9.
Budismo: Fundado aproximadamente entre os anos 563 e 483 a.C. por Sidarta Gautama, o Buda. Além de adotar algumas crenças do hinduismo, entre elas a reencarnação, ensinava que a pessoa, "depois da morte e de constantes reencarnações", poderia chegar a um estado de desenvolvimento e quietude espiritual chamado Nirvana. Refutação bíblica a essa doutrina: Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Filipenses 2:13 (até mesmo para ser bons precisamos de Deus. Não podemos nos aperfeiçoar sozinhos).Portanto, não escolha qualquer religião ou sistema filosófico, porque há um só caminho. Cientificamente, duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo (por exemplo: o ensino bíblico de que a morte é um sono [João 11:11-14] e o ensino budista da reencarnação) e, por isso, a religião ou filosofia de vida que você escolher poderá ser falsa e levar à perdição.

Zoroastrismo: Surgiu por volta dos séculos 6 e 5 a.C. com Zoroastro, nascido na Pérsia. O ensino central é o de que o Universo seria uma eterna luta entre o bem e o mal. Refutação bíblica a esse ensino: Gênesis 1:31; Tiago 1:17.
Hinduísmo: Religião politeísta dos povos da Índia (existe em outros lugares) que surgiu entre os séculos 13 e 9 a.C. Creem na reencarnação e numa espécie de salvação pelas obras. Refutação bíblica a essas doutrinas: Hebreus 9:27; Efésios 2:8, 9.
Jainismo: Surgiu entre os anos 599 e 537 a.C. com o indiano Nataputa Verdamana. Dentre os seus ensinos, se destaca o conceito de que existem "muitas verdades", dependendo do ponto de vista de cada um. Refutação bíblica: João 14:6, 17:17.
Confucionismo: Nasceu por volta do século 5 a.C graças a Confúcio. Uma das ideias desse sistema filosófico é a de que a natureza humana é essencialmente boa. Portanto, não há um conceito de pecado. Refutação bíblica: Romanos 3:23; Lucas 19:10.
Taoísmo: Provavelmente, surgiu no ano 604 a.C. Seu líder principal foi Lao-Tsé, contemporâneo de Confúcio. Não acreditam num Deus Pessoal. Refutação bíblica: Gênesis 1:26 e 27; João 10:30.
Jesus Cristo não concorda com o dito popular de que "todos os caminhos conduzem a Deus". Para Ele, existem apenas dois caminhos: o que leva à salvação e o que leva à perdição: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mateus 7:13, 14). "A este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte" (Jeremias 21:8). (Grifos acrescentados.)
Não precisamos ficar confusos em meio a tantas religiões. A Bíblia revela que as pessoas sinceras serão guiadas pelo Espírito Santo no conhecimento da Verdade (leia João 7:17; 16:13; Apocalipse 18:4¹) e apresenta em Apocalipse 14:12 e João 13:35 (entre outros textos) as características da igreja de Deus aqui na Terra:

1. Guarda os mandamentos dEle, inclusive o quarto mandamento que ordena a observância do sábado em memória ao Criador - Apocalipse 14:12; Êxodo 20:8:11.

2. Tem o testemunho de Jesus, ou seja, conta com o dom de profecia para guiar as pessoas para mais perto de Cristo e da Bíblia - Apocalipse 14:12; 19:10.

3. Manifesta amor entre os irmãos da fé - João 13:35.

"Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo" (João 7:17).
1. O termo "Babilônia" significa "confusão", e nesse texto do Apocalipse se refere a toda confusão religiosa que existe no mundo.

Fonte: Outra Leitura

quarta-feira, março 18, 2009

Religiosos lutam contra a morte com mais intensidade, diz estudo

Um estudo de um instituto de tratamento do câncer nos Estados Unidos sugere que pessoas com fortes crenças religiosas lutam com mais intensidade contra a morte.
Pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Faber, de Boston, Massachusetts, acompanharam 345 pacientes com câncer em fase terminal até a hora de sua morte.
Eles afirmam que aqueles que rezavam regularmente pareciam querer que os médicos prolongassem suas vidas o máximo possível. De acordo com a pesquisa, pacientes com fortes traços religiosos tendiam a receber tratamentos intensivos para prolongar a vida três vezes mais do que aqueles que não eram tão religiosos.
A pesquisa também sugere que este tipo de cuidado intensivo, incluindo técnicas de ressuscitação, podem fazer com que a morte seja mais difícil.
"Estas descobertas precisam ser mais discutidas dentro das comunidades religiosas, e podem gerar mais reflexão daqueles que fornecem aconselhamento pastoral para pacientes com câncer em fase terminal", disse Holly Prigerson, que liderou a pesquisa.
O relatório dos pesquisadores americanos foi publicado na revista especializada Journal of the American Medical Association.
Força da religião
Entre os consultados, pouco mais de 30% concordaram com a afirmação de que a fé é "a coisa mais importante que faz você continuar".
Segundo os pesquisadores, era menor nesse grupo o número de pessoas que assinaram uma ordem proibindo os médicos o uso de técnicas de ressuscitação.
Outros estudos
Outras pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostraram que pessoas religiosas tendiam a apoiar o uso de cuidados intensivos nos últimos dias de vida. Entretanto, poucos estudos foram feitos para saber se estas pessoas recebiam estes cuidados.
Outros estudos afirmam que intervenções como cuidados intensivos nas últimas semanas e dias antes da morte podem reduzir a qualidade de vida do paciente.
Estudiosos da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh descobriram que tratamentos como a respiração com ajuda de aparelhos e ressuscitação, alimentação com o uso de tubos e quimioterapia não paliativa estavam associados a mais sofrimento físico e psicológico.
(BBC Brasil)